Biden pede na Cimeira das Américas pacto para conter imigração ilegal

"A declaração representará um compromisso de todos para encontrar uma solução razoável e melhorar a estabilidade", afirma Joe Biden.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apelou, na abertura da IX Cimeira das Américas, a um pacto migratório regional para controlar a atual vaga de imigração ilegal.

"A imigração segura e ordenada é boa para as nossas economias, inclusive a dos Estados Unidos, onde pode ser um catalisador para o crescimento sustentável. Mas a imigração ilegal é inaceitável", declarou o presidente, em Los Angeles.

O objetivo da cimeira é selar um pacto regional que responda às pessoas que fogem dos seus países e que contenha uma "nova abordagem", na qual todas as nações do continente assumam a sua responsabilidade, acrescentou Biden.

O líder norte-americano defendeu a inclusão de "medidas contundentes contra traficantes que se aproveitam das pessoas".

"A declaração representará um compromisso de todos para encontrar uma solução razoável e melhorar a estabilidade", acrescentou.

A chamada "Declaração de Los Angeles sobre Migração", que deverá incluir compromissos concretos para gerir os fluxos migratórios, envolvendo países da região e também Espanha, será assinada na sexta-feira.

Na terça-feira, a vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, tinha anunciado na cimeira apoios de 1,9 mil milhões de dólares (1,77 mil milhões de euros) para criar emprego na América Central e diminuir o êxodo migratório para os Estados Unidos.

A medida pretende "dar esperança ao povo da região para construir vidas prósperas e seguras nos seus países", detalhou a Casa Branca em comunicado.

Este apoio, vindo de empresas privadas, junta-se aos 1,2 mil milhões de dólares (1,12 mil milhões de euros) prometidos no ano passado para El Salvador, Guatemala e Honduras, os chamados países do Triângulo Norte de onde partem regularmente caravanas de migrantes para os EUA.

A Cimeira das Américas começou sem o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, que decidiu não participar no evento devido à exclusão da Venezuela, da Nicarágua e de Cuba, por reservas dos EUA quanto à "falta de espaço democrático" e do "respeito pelos direitos humanos".

Sem se referir diretamente às ausências, Biden disse na quarta-feira que a democracia é "um elemento essencial para o futuro das Américas".

"A nossa região é grande e diversificada. Nem sempre concordamos em tudo. Mas porque somos democracias, abordamos as nossas diferenças com respeito mútuo e diálogo", sublinhou.

"Nesta cimeira, temos a oportunidade de nos reunir em torno de ideias ousadas, ações ambiciosas e de demonstrar ao nosso povo o incrível poder das democracias para oferecer benefícios concretos e tornar a vida melhor para todos", acrescentou Biden.

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