Blinken realça "profunda resistência" demonstrada pelos EUA após o 11 de setembro

Secretário de Estado destaca que os ataques "motivaram toda uma geração" a dedicar-se ao jornalismo, aos direitos humanos ou ao sistema judicial.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, sublinhou esta sexta-feira que os ataques do 11 de Setembro de 2001 "mudaram" os Estados Unidos e a sua "relação com o resto do mundo", ao demonstrarem a "profunda resistência" do país.

Blinken exprimiu-se no decurso de uma cerimónia de homenagem às vítimas no 20.º aniversário dos atentados que provocaram cerca de 3000 mortos quando vários aviões embateram contra as Torres Gémeas de Nova Iorque, o edifício do Pentágono em Virgínia e numa zona rural no estado de Pensilvânia.

"Ao analisar hoje a situação a partir deste departamento, podemos avaliar como os atentados nos alteraram e alteraram a nossa diplomacia", assinalou num encontro com veteranos da agência federal que trabalhavam durante esse dia fatídico.

Em consequência deste acontecimento, o maior ataque terrorista no país, Blinken indicou que os Estados Unidos possuem "uma responsabilidade para refletir como a forma como se envolve no mundo".

Os EUA preparam-se para evocar os atentados do 11S num momento particularmente sensível após a caótica retirada militar do Afeganistão, na sequência da invasão norte-americana que se prolongou por 20 anos e justificada pelos atentados.

Blinken também frisou a forma como os ataques "motivaram toda uma geração" de norte-americanos para se dedicarem ao jornalismo, aos direitos humanos ou ao sistema judicial.

"Entre eles também surgiram demonstrações de profunda resistência, compaixão, humanidade, força e combate", assinalou o chefe da diplomacia de Washington.

Em particular, enfatizou a "defesa do pluralismo" que o país demonstrou e que, disse, constitui uma das suas "maiores fortalezas" ao "abraçar" os "irmãos e irmãs muçulmanos norte-americanos".

No sábado, o Presidente dos EUA Joe Biden, acompanhado pela mulher, Jill Biden, vai visitar os locais dos atentados e participar em diversos atos solenes em memória das vítimas.

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