Blinken reitera que NATO garantirá segurança aos países bálticos

Durante uma visita à Estónia, Anthony Blinken referiu vai que "cada centímetro do território da NATO" vai ser defendido "com toda a força do nosso poder coletivo".

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, terminou esta terça-feira a última etapa de uma digressão pelos três estados bálticos, para prometer que a NATO garantirá segurança às ex-repúblicas soviética perante uma eventual ameaça russa.

Blinken reuniu-se com altos funcionários estonianos em Tallinn, um dia depois de ouvir apelos da Lituânia e da Letónia por mais apoio e maior presença de tropas dos EUA e da NATO para impedir uma temida intervenção russa.

"Vamos defender cada centímetro do território da NATO com toda a força do nosso poder coletivo", disse Blinken, lembrando que os EUA e outros aliados já estão a intensificar a sua presença na Europa de Leste.

A primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, pediu a Blinken para apoiar a criação de um destacamento "permanente e significativo" da NATO nos Bálticos, alegando que a Rússia é "um vizinho muito agressivo".

À medida que a guerra na Ucrânia se intensifica, os líderes dos três estados bálticos expressaram sérias preocupações sobre os planos do Presidente russo, Vladimir Putin, para os países do antigo bloco soviético que agora são aliados do Ocidente.

"Não temos ilusões sobre a Rússia de Putin. Não temos nenhuma razão para que altere a sua política de agressão", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Edgars Rinkevics, na segunda-feira, em Riga.

Rinkevics acrescentou que a invasão russa da Ucrânia provou aos países bálticos a necessidade de reforçar as defesas aéreas e costeiras e explicou que a Letónia gostaria que a cooperação de segurança com a NATO fosse "mais eficiente".

Durante a passagem por Vílnius, Blinken ouviu o Presidente lituano, Gitanes Nauseda, a dizer que a política de dissuasão deixou de ser suficiente, sendo agora fundamental uma "defesa avançada".

Além de ter prometido a segurança da NATO na Europa de Leste, durante a sua digressão pelos países bálticos, Blinken aproveitou para recomendar aos países da União Europeia (UE) que reduzam a sua dependência energética da Rússia.

"É imperativo que finalmente haja um movimento para reduzir essa dependência", insistiu Blinken, na capital estoniana, explicando que os EUA estão a trabalhar com os parceiros europeus para garantir que haja um "fornecimento de energia estável" no mundo.

Blinken confirmou que a questão da garantia de fornecimento de energia aos países europeus foi abordada na conversa realizada na segunda-feira entre o Presidente norte-americano, Joe Biden, o francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

De Tallinn, Blinken viaja ainda esta terça-feira para Paris, para uma reunião com Emmanuel Macron, com quem discutirá as recentes conversas deste com Putin sobre a Ucrânia, bem como os esforços para convencer o líder russo a encerrar o conflito.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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