Bolsonaro pede aos brasileiros para não darem "munição ao canalha"

A mensagem foi deixada este sábado no Twitter um dia depois de Lula da Silva ter sido libertado.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, pediu este sábado aos brasileiros para não darem "munição ao canalha", que disse estar "livre, mas carregado de culpa", um dia depois da libertação do antigo chefe de Estado Lula da Silva.

"Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa", escreveu hoje Jair Bolsonaro na sua conta no Twitter, no dia seguinte à libertação de Lula da Silva.

"Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos", acrescentou o Presidente brasileiro, numa mensagem publicada pelas 08:30 no Brasil (mais três horas em Lisboa).

Numa outra mensagem publicada poucos minutos depois, Bolsonaro afirma que o país iniciou "há poucos meses a nova fase de recuperação" e que este "não é um processo rápido".

"Mas avançamos com factos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa", repetiu Bolsonaro.

O antigo Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva saiu sexta-feira em liberdade após o Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) ter decidido anular prisões em segunda instância, como era o caso do antigo chefe de Estado, preso desde abril de 2018 por corrupção.

Num vídeo também publicado este sábado na sua conta no Twitter, Bolsonaro agradece e elogia Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do Brasil e ex-juiz que condenou Lula da Silva quando julgava os casos da operação Lava Jato, antes de ocupar a chefia do Ministério da Justiça.

"Em parte, o que acontece na política do Brasil devemos a Sérgio Moro", afirma Bolsonaro no vídeo, onde recorda que convidou o ex-juiz para ministro "inclusivamente depois de um incidente no aeroporto" entre os dois, explicando ter-se tratado de uma situação para "não atrapalhar o bom serviço que ele vinha a executar".

Moro, acrescenta Bolsonaro no vídeo, "não se poderia aproximar de políticos, não poderia ter um partido como não teve e não tinha".

"Ele estava a cumprir a sua missão. Se a missão dele não fosse bem cumprida eu também não estaria aqui", diz o Presidente brasileiro no vídeo.

"Se for comparar com uma corrente, talvez o elo mais forte dessa corrente, a honestidade, e, ouvi dizer aqui, a satisfação do dever cumprido. Com toda a certeza ele se lembrou do tempo serviço militar obrigatório dele, quando foi integrante do tiro de guerra de Maringá. Valeu, Moro", diz também Bolsonaro dirigindo-se ao ministro da Justiça.

"Nós pessoas de bem somos a maioria no Brasil", começa por dizer o Presidente brasileiro, frisando que "ninguém faz nada sozinho" e é preciso "ter uma equipa" na qual "a confiança está acima de tudo".

A este propósito, o Presidente brasileiro referiu também que teve "a grande satisfação de ser eleito" e "de ser talvez o único que está a cumprir" o que prometeu durante a campanha, recordando que, "num primeiro momento", escolheu "uma boa equipa de 22 ministros" para estarem ao seu lado.

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