Bombeiros especializados salvam 'pinheiros dinossauros' em floresta australiana

Árvores escondidas num vale de escarpas nas Montanhas Azuis têm mais de 200 milhões de anos.

Uma equipa de bombeiros especializada em combate aéreo a fogos em zonas remotas conseguiu salvar uma mata de 'pinheiros dinossauros' de uma espécie que existia há mais de 200 milhões de anos, anunciaram as autoridades.

Matt Kean, ministro do Ambiente do Estado de Nova Gales do Sul, citado pelo Guardian Australia, explicou que a equipa conseguiu evitar que um grande incêndio na Montanha Gospers atingisse os pinheiros.

O grupo de pinheiros, cuja localização exata não é conhecida publicamente, estão 'escondidos' num vale de escarpas de granito no Parque Nacional Wollemi, nas Montanhas Azuis.

Kean explicou que os bombeiros conseguiram evitar que um grande fogo que alastrou na região atingisse os pinheiros que se pensou estarem extintos - havia apenas registos fósseis - mas que foram descobertos, por casualidade, há 26 anos.

O ministro explicou que há menos de 200 pinheiros selvagens e que, por isso, o Governo fez tudo o possível para os proteger, no que classificou como uma "missão de proteção ambiental sem precedentes".

A operação, conduzida por equipa dos Parques Nacionais, do Serviço de Vida Selvagem e do Serviço de Bombeiros de Nova Gales do Sul envolveu o uso de aviões de combate a incêndios que largaram retardante de fogo na zona.

Bombeiros especializados foram descidos de helicóptero para a zona estabelecendo uma zona de irrigação para proteger os pinheiros, tendo depois outros helicópteros largado água em redor da zona para evitar que o fogo chegasse ao local.

Uma avaliação posterior confirmou que apesar de algumas árvores terem sido chamuscadas a espécie sobreviverá.

O Governo, explicou Kean, continuará a manter a localização precisa das árvores em segredo para tentar garantir a sua proteção a longo prazo.

"Visitas ilegais à zona constitui uma ameaça significativa aos pinheiros de Wollemi e à sua capacidade de sobreviver, pelo risco de que plantas jovens sejam danificadas ou pela introdução de doenças que devastariam a população", explicou.

As árvores foram descobertas em 1994 porque uma equipa de cientistas que notou um agrupamento de arvores coníferas pouco usuais na ravina, numa das zonas mais remotas da floresta.

Amostras foram analisadas depois por botânicos comprovando que se tratava de descendentes das árvores pré-históricas, que no passado, cobriram vastas florestas na Austrália, Nova Zelândia e Antártida.

As arvores foram distribuídas para jardins botânicos em todo o mundo, para ajudar a preservar a espécie, sendo esta a única mata selvagem conhecida.

O fogo que afetou a região, começou com um raio em outubro, só foi controlado esta semana e destruiu mais de 500 mil hectares da floresta.

Globalmente os incêndios destruíram mais de 10 milhões de hectares tendo sido responsáveis pela morte estimada de mais de mil milhões de répteis, aves e mamíferos.

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