Boris Johnson diz que Putin procura desviar atenções com força nuclear em alerta

O primeiro-ministro britânico acredita que o Kremlin não esperava tanta resistência por parte dos ucranianos.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou este domingo que o Presidente russo, Vladimir Putin, tentava distrair a atenção da forte resistência no terreno dos ucranianos às tropas russas ao colocar a força nuclear em alerta.

"Penso que é uma distração da realidade do que está a acontecer na Ucrânia", afirmou Johnson, depois se se encontrar com os membros da comunidade ucraniana em Londres.

"Estas são pessoas inocentes que enfrentam uma agressão totalmente não provocada, e o que está realmente a acontecer é que talvez se estejam a defender com mais resistência, do que o Kremlin imaginava", acrescentou.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, mandou hoje colocar em alerta máximo as forças de dissuasão russas, que podem incluir a componente nuclear, devido a "declarações agressivas" do Ocidente.

"Ordeno ao ministro da Defesa e ao chefe de Estado-Maior que ponham a força dissuasora do exército russo em alerta especial de combate", disse Putin numa reunião televisiva com os seus chefes militares, citada pela agência France-Presse.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram cerca de 200 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil refugiados para a Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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