Apesar de crise política, Boris Johnson recusa demitir-se

"O trabalho de um primeiro-ministro, quando se encontra em situações difíceis, é continuar, e é isto que vou fazer", disse Boris Johnson na sessão semanal no Parlamento britânico.

Boris Johnson recusou, esta quarta-feira, demitir-se do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.

Na sessão semanal de perguntas no Parlamento, Johnson defendeu as suas conquistas desde que assumiu o posto de chefe de Governo, há três anos, e ainda citou os problemas que deseja solucionar, com ênfase para a crise do custo de vida no Reino Unido.

"O trabalho de um primeiro-ministro, quando se encontra em situações difíceis, é continuar, e é isto que vou fazer", referiu.

O governo britânico está a enfrentar uma onda de demissões. Depois das saídas dos ministros das Finanças e da Saúde, também o ministro da Família e das Crianças, Will Quince, a vice-secretária de Estado para os Transportes, Laura Trott, e o secretário de Estado das Escolas, Robin Walker, apresentaram esta quarta-feira as suas demissões na sequência da polémica com o deputado Chris Pincher.

A mais recente crise do executivo foi causada pela admissão de Johnson de que cometeu um "erro" ao nomear Chris Pincher para o Governo, em fevereiro, como responsável pela disciplina parlamentar.

Pincher demitiu-se na semana passada após ter sido acusado de ter apalpado dois homens.

Na terça-feira, depois de alegar o contrário, Downing Street reconheceu que o primeiro-ministro tinha sido informado já em 2019 de antigas acusações contra Pincher, mas que teria esquecido o assunto.

Horas depois, no final do dia, os ministros da Saúde, Sajid Javid, e das Finanças, Rishi Sunak, anunciaram a demissão com poucos minutos de intervalo, cansados dos repetidos escândalos que abalam o Governo há meses, seguidos por outros membros menos graduados da equipa governativa.

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