Boris Johnson vai discursar no Parlamento ucraniano e anuncia mais ajuda militar

O britânico será o primeiro líder ocidental a dirigir-se ao Parlamento ucraniano desde o início da invasão russa.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deverá anunciar esta terça-feira mais 300 milhões de libras (cerca de 356 milhões de euros) em ajuda militar a Kiev durante a sua intervenção, por videoconferência, no Parlamento ucraniano.

Boris Johnson será o primeiro líder ocidental a dirigir-se ao Parlamento da Ucrânia, desde o início da invasão russa.

Segundo Downing Street (gabinete do primeiro-ministro), o governante irá manifestar o apoio do Reino Unido aos deputados ucranianos, durante a sua intervenção prevista para as 10h00 (09h00 em Lisboa).

"Quando o meu país foi ameaçado de invasão durante a Segunda Guerra Mundial, o nosso Parlamento, tal como o vosso, continuou a reunir-se durante o conflito e o povo britânico mostrou tanta união e determinação, que nos recordamos do período de grande perigo como a nossa hora de glória", deve referir o britânico, durante o seu discurso.

O primeiro-ministro britânico deverá também anunciar um novo pacote de ajuda militar, no valor de 300 milhões de libras (cerca de 356 milhões de euros), que inclui, em particular, armamento defensivo.

Até agora, o Reino Unido forneceu à Ucrânia 5.000 mísseis antitanque, cinco sistemas de mísseis antiaéreos com mais de 100 mísseis e 4,5 toneladas de explosivos.

Os britânicos vão também entregar 'drones' nas próximas semanas "para fornecer apoio logístico às Forças Armadas isoladas", referiu Downing Street.

Boris Johnson também deve dizer aos deputados que o Reino Unido está "orgulhoso de ser amigo da Ucrânia".

O britânico será o primeiro líder ocidental a dirigir-se ao Parlamento ucraniano desde o início da invasão russa.

Em 9 de abril, Boris Johnson fez uma visita surpresa a Kiev, onde caminhou pelas ruas desertas da capital ao lado do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

O Reino Unido anunciou também no final de abril que reabriria "muito em breve" a sua embaixada em Kiev, que foi deslocada desde o início do conflito.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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