Boris Johnson vai ser julgado por mentir na campanha do referendo do Brexit

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, defensor de uma saída radical, é um dos candidatos à sucessão de Theresa May na liderança do partido Conservador.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson vai ser julgado por ter "mentido e enganado os cidadãos" sobre as consequências do Brexit, durante a campanha do referendo realizado em junho de 2016. Uma juíza convocou o ex-mayor de Londres a comparecer em tribunal, após ter dado luz verde a um processo interposto por um cidadão, que acusa o governante de irresponsabilidade.

Boris Johnson ainda tentou desvalorizar a acusação, considerando que era uma forma de "minar" o resultado da consulta popular que deu o "sim" à saída do Reino Unido da União Europeia. Os argumentos não convenceram a juíza, e o político é agora acusado de "má conduta em cargo público", o que constitui um crime no país, punível a uma pena máxima de prisão perpétua.

"O réu será solicitado a comparecer em tribunal para uma audiência preliminar, e o caso será enviado ao Tribunal da Coroa para julgamento", lê-se na nota judicial, citada pelo The Independent.

O ex-ministro, que se demitiu por defender uma saída mais radical, é acusado de ter "usado as plataformas e as oportunidades oferecidas pelo cargo público" para alegar que o Reino Unido gastava 350 milhões de libras por semana por estar no União Europeia.

Boris Johnson é um dos candidatos à sucessão de Theresa May na liderança do partido Conservador. Logo após o anúncio da demissão da primeira-ministra, o antigo autarca de Londres referiu que o Reino Unido irá sair "com ou sem acordo" da União Europeia a 31 de Outubro.



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