Brasil com novo máximo de mortes. Mais de 1600 óbitos em 24 horas

Neste momento, em que o Brasil assiste a uma segunda vaga da Covid-19, e consequente colapso das suas redes de saúde públicas e privadas, o país totaliza 257.361 vítimas mortais desde o início da pandemia.

O Brasil registou esta terça-feira o seu maior número de mortes diárias desde o início da pandemia, após ter contabilizado 1.641 óbitos devido à Covid-19 nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde brasileiro.

Os números registados entre segunda e terça-feira superam o recorde alcançado em 29 de julho, quando o país sul-americano somou 1.595 óbitos num único dia e a primeira vaga da pandemia estava no auge.

Neste momento, em que o Brasil assiste a uma segunda vaga da Covid-19, e consequente colapso das suas redes de saúde públicas e privadas, o país totaliza 257.361 vítimas mortais, de acordo com o último boletim epidemiológicos difundido pela tutela da Saúde.

Já em relação ao número de infeções, a nação sul-americana, uma das mais afetadas no mundo pela pandemia, registou 59.925 diagnósticos positivos em 24 horas, elevando o total para 10.646.926 casos.

A taxa de letalidade da doença em território brasileiro está fixada em 2,4% e a taxa de incidência é agora de 122,5 mortes e 5.066 casos por 100 mil habitantes.

Geograficamente, São Paulo continua a ser o foco da pandemia no país, totalizando 2.054.867 casos de infeção, sendo seguido por Minas Gerais (887.080), Bahia (689.454) e Santa Catarina (681.391).

Por outro lado, as unidades federativas que concentram o maior número de óbitos são São Paulo (60.014), Rio de Janeiro (33.176), Minas Gerais (18.645) e Rio Grande do Sul (12.654).

Face ao número de recuperados da doença, o total ascende a 9.527.173 em território brasileiro.

Esses números confirmam a nação sul-americana, com os seus 212 milhões de habitantes, como um dos focos globais da Covid-19 e como o segundo país com mais mortes pela doença no mundo, superado apenas pelos Estados Unidos, e como o terceiro com mais infeções, atrás do país norte-americano e da Índia.

O Brasil, que enfrenta ainda uma nova estirpe mais agressiva do coronavírus, detetada no Estado do Amazonas (P.1) e que estudos indicam ser mais contagiosa, vê agora a taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva do sistema público de saúde a ultrapassar os 80% em 18 das suas 27 unidades federativas, e cada vez mais jovens a serem gravemente afetados pela doença.

Num momento em que o Brasil aposta na sua campanha nacional de imunização, iniciada em meados de janeiro, para controlar a segunda vaga da pandemia que atinge o país, o Senado do país aprovou hoje a medida provisória que dá uma prazo de sete dias úteis para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, órgão regulador) decida sobre a aprovação temporária de vacinas contra a Covid-19.

O texto, que segue agora para avaliação do Presidente, Jair Bolsonaro, determina que esse prazo vigorará caso o imunizante tenha recebido o aval de, pelo menos, uma entre 11 autoridades reguladores estrangeiras e pode ser estendido para até 30 dias caso faltem informações sobre a fórmula.

Com pouco mais de 3% da sua população vacinada, o Brasil enfrenta vários entraves no processo de imunização, como a escassez de vacinas e dificuldades nas negociações para aquisição de novas doses.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.539.505 mortos no mundo, resultantes de mais de 114,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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