Brasil com 71.832 novos casos de Covid-19 e 2616 mortos em 24 horas

O país ultrapassou este domingo os 13,4 milhões de pessoas infetadas, desde o início da pandemia. Esta é, para o Brasil, a pior fase da epidemia.

O Brasil registou nas últimas 24 horas 71.832 novos casos de infeção e mais 2.616 mortes por covid-19, elevando o total acumulado de vítimas mortais para 351.334, informou sábado o Governo.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, o país ultrapassou este domingo os 13,4 milhões de pessoas infetadas, desde o início da pandemia.

O número de mortes registadas este domingo é, ainda assim, muito inferior ao de sexta-feira (3695) e quase metade do recorde diário de mortes no país (4.249), registado na quinta-feira, o que as autoridades justificam com a redução de pessoal de registo durante os fins de semana.

O país, com mais de 210 milhões de habitantes, está a atravessar a pior fase da pandemia e continua a ser a segunda nação do mundo com o maior número de mortes e infeções causadas pelo coronavírus.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou, num boletim divulgado na sexta-feira, e citado este domingo pelo G1, portal de notícias da rede Globo, para um cenário crítico e para o agravamento na saturação do sistema de saúde dos estados do Sul e Centro-Oeste do país nas próximas semanas.

Isto porque, as próximas semanas deverão refletir a situação naquelas regiões entre o final de março e início de abril, quando o Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso registaram as maiores taxas tanto de novos casos como de mortalidade por Covid-19 de todo o Brasil.

Goiás e Mato Grosso do Sul também apresentaram, no mesmo período, um elevado número de óbitos.

"Esse padrão coloca as regiões Sul e Centro-Oeste como críticas para as próximas semanas, o que pode ser agravado pela saturação do sistema de saúde nesses estados", refere a Fiocruz.

O documento destaca ainda a situação do Rio Grande do Sul, que, pela primeira vez desde o início da pandemia, entrou para a lista dos estados com as maiores taxas de mortalidade, que agora é de 4,1%, a segunda maior do país, atrás apenas da do Rio de Janeiro (6,2%).

Quanto às taxas de ocupação do sistema de saúde, até ao dia 5 de abril, 19 estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação dos hospitais superiores a 90%. No que respeita a camas de cuidados intensivos, 21 estados estão com taxas de ocupação superiores a 90%.

Naquele que é o momento mais grave da pandemia no país, o executivo de São Paulo, foco da Covid-19 no Brasil, relaxou ligeiramente as medidas de isolamento social, tendo anunciado na sexta-feira que a região sairá da fase de emergência e passará para a "fase vermelha" do seu plano.

A mudança foi decretada após o Estado registar uma ligeira queda na taxa de internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos, que continua em patamares elevados, acima de 88%.

Apesar dos números, o governador, João Doria, considerou ser possível flexibilizar e permitir o funcionamento de alguns setores considerados essenciais.

Assim, passará a ser permitido, por exemplo, o regresso das atividades presenciais nas escolas das redes públicas e privadas, será mantido o toque de recolher das 20h00 às 05h00 e será permitida a realização de eventos desportivos profissionais, sem público, após as 20h00, como os jogos do Campeonato Paulista de futebol.

Também o Rio de Janeiro, segunda maior cidade do Brasil e uma das mais atingidas pela pandemia de Covid-19, autorizou a reabertura de bares, restaurantes e lojas na sexta-feira, 10 dias depois de fechar estes estabelecimentos para conter a propagação da doença.

No entanto, em locais onde se registam aglomerações, tais como praias e parques, o acesso é restrito, regras que não foram respeitadas por vários cariocas, que optaram por apanhar sol na areia de Ipanema e Copacabana, segundo relata a agência de notícias espanhola EFE.

O presidente da câmara da cidade, Eduardo Paes, voltou a apelar para que sejam respeitadas as regras, usadas máscaras e mantidas as distâncias mínimas para evitar a propagação do vírus. Mas, alertou que se o número de mortes e contágios voltar a aumentar as restrições serão retomadas.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 45 milhões de vacinas já foram distribuídas em todo o país e mais de 25 milhões de pessoas receberam doses de uma das vacinas contra a Covid-19.

Deste total, cerca de 19,8 milhões de pessoas - 9,4% da população do país - receberam a primeira dose e outros 5,5 milhões - 2,6% da população - já receberam a segunda dose.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.917.316 mortos no mundo, resultantes de mais de 134,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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