Brasil regista 176 óbitos e atinge 100 milhões de vacinados

A taxa de incidência da doença em território brasileiro permanece em 286 mortes por 100 mil habitantes e a taxa de casos é agora de 10.278.

O Brasil registou esta quarta-feira 176 óbitos devido à covid-19 e atingiu a menor média diária de mortes (316) desde abril de 2020, num momento em que 100 milhões de brasileiros estão totalmente vacinados contra a doença.

"100 milhões de brasileiros estão completamente vacinados contra a covid-19. É isso mesmo! (...) O número corresponde a 62,5% do público-alvo imunizado com as duas doses da vacina ou com o imunizante de dose única. Mais uma marca importante para a nossa Campanha Nacional de Vacinação", anunciou o Ministério da Saúde brasileiro na rede social Twitter.

Em relação à primeira dose, foram vacinados 93,7% do público-alvo (maiores de 18 anos), segundo dados oficiais.

"Caminhamos muito desde o início da campanha de vacinação, mas precisamos avançar ainda mais. Por isso, convido a todos os brasileiros que ainda não tomaram a segunda dose da vacina que volte ao posto de vacinação para completar o esquema vacinal. Só vacinados venceremos o vírus e voltaremos ao nosso normal", apelou o ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga.

Nas últimas 24 horas, o Brasil, com 213 milhões de habitantes, contabilizou 7.852 casos de infeção, totalizando 21.597.949 diagnósticos positivos de SARS-CoV-2 e 601.574 vítimas mortais.

A forte queda nos números da pandemia hoje registada está associada ao feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na terça-feira, que teve impacto no reduzido número de profissionais de saúde a trabalhar nos municípios do país e, consequentemente, nos registos da doença.

A taxa de incidência da doença em território brasileiro permanece hoje em 286 mortes por 100 mil habitantes e a taxa de casos é agora de 10.278.

Apesar de o número de casos e de vítimas mortais ter diminuído significativamente nos últimos meses, o Brasil continua a ser o segundo país com mais mortes em todo o mundo, depois dos Estados Unidos, e o terceiro com mais infetados, depois dos norte-americanos e da Índia, em números absolutos.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse estar a usar "novos estudos" para não se vacinar contra a covid-19, garantindo ter uma proteção contra a doença porque já foi infetado e a sua imunidade "está no topo".

"Em relação à vacina, decidi não tomá-la. Estou vendo novos estudos", afirmou Bolsonaro, em declarações à rádio Jovem Pan na noite de terça-feira e reproduzidas hoje pela imprensa local.

"Porque é que vou tomar vacina? Seria o mesmo que jogar 10 reais na lotaria para ganhar dois", insistiu, indo contra a opinião de especialistas.

As declarações do Presidente brasileiro seguem a linha negacionista que mantém desde o início da pandemia.

Além de se recusar a vacinar contra a doença, o mandatário é também contra o denominado "passaporte de vacinação", exigido em várias cidades do país para a entrada de cidadãos em locais públicos, como ginásios, cinemas, teatros, estádios, entre outros.

Nesse sentido, a Procuradoria-Geral da República (PGR) brasileira indicou hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) que é legal o decreto pelo qual a Prefeitura do Rio de Janeiro passou a exigir desde 15 de setembro o "passaporte de vacinação".

Segundo a PGR, o decreto está de acordo com decisões do Supremo que reconheceram o poder dos governos locais para tomar medidas contra a disseminação da doença, situação que já havia sido contestada na justiça.

A covid-19 provocou pelo menos 4.861.478 mortes em todo o mundo, entre mais de 238,59 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

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