Brasil soma mais de mil mortes pelo quarto dia e ultrapassa 208 mil óbitos

Pelo quarto dia seguido, o país sul-americano somou mais de 60 mil novas infeções pelo coronavírus, num total de 69 198 pessoas diagnosticadas nas últimas 24 horas.

O Brasil ultrapassou esta sexta-feira a barreira das 208 mil mortes devido à Covid-19 (208 246), após somar mais de mil óbitos pelo quarto dia consecutivo (1151), informou esta sexta-feira o Ministério da Saúde.

Também pelo quarto dia seguido, o país sul-americano somou mais de 60 mil novas infeções pelo novo coronavírus, num total de 69 198 pessoas diagnosticadas nas últimas 24 horas.

Assim, o Brasil, nação lusófona mais afetada pela pandemia e uma das mais atingidas no mundo, concentra agora 8 393 492 casos confirmados desde o início da pandemia, registada oficial no país no final de fevereiro.

A taxa de letalidade da Covid-19 no país é esta sexta-feira de 2,5% e a taxa de incidência está fixada 99 mortes e 3994 casos por cada 100 mil habitantes.

São Paulo continua a ser o foco da pandemia no Brasil, com 1 605 845 casos positivos, sendo seguido por Minas Gerais (628 966), Santa Catarina (537 036) e Bahia (528 539).

Já a lista dos Estados com mais mortes é liderada por São Paulo (49 600), Rio de Janeiro (27 591), Minas Gerais (13 182) e Ceará (10 209), respetivamente.

Em território brasileiro, que concentra cerca de 212 milhões de habitantes, mais de 7,3 milhões de pessoas diagnosticadas com a Covid-19 recuperaram da doença.

O Ministério da Saúde encaminhou esta sexta-feira ao Instituto Butantan um ofício no qual pede a entrega imediata de seis milhões de doses importadas da Coronavac, potencial vacina chinesa contra a Covid-19, testada em São Paulo.

"Solicitamos os bons préstimos para disponibilizar a entrega imediata das seis milhões de doses importadas e que foram objeto do pedido de autorização de uso de emergência perante a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão regulador brasileiro]", diz o texto, a que a imprensa brasileira teve acesso.

"Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os Estados, de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19, tão logo seja concedido a autorização pela agência reguladora, cuja decisão está prevista para domingo", acrescenta o documento.

A Coronavac, alvo de uma disputa política no Brasil, registou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no país sul-americano, segundo informou o Instituto Butantan, vinculado ao Estado de São Paulo.

A eficácia do imunizante chinês está dentro da taxa mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela da Anvisa, que é de 50%.

Será no próximo domingo que a Anvisa se reunirá para decidir sobre o uso de emergência das vacinas submetidas à agência.

Até ao momento, apenas a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan solicitaram a autorização de uso de emergência para as suas vacinas: o imunizante do laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, e a CoronaVac, respetivamente.

A pandemia de Covid-19 provocou mais de 2 milhões de mortos resultantes de mais de 93 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de