Bruxelas apela à Comunidade Internacional para não reconhecer "anexações ilegais"

"A Rússia é o único país do mundo que anuncia os seus crimes em directo na televisão", afirma porta-voz da sobre cerimónia russa para oficializar anexação de territórios da Ucrânia.

O porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos, Peter Stano apelou, esta quinta-feira, à comunidade internacional para não reconhecerem a anexação das regiões ucranianas ocupadas pela Rússia, considerando que se trata de um ato "totalmente inaceitável".

"Isto é totalmente inaceitável em termos de direito internacional, isto é totalmente inaceitável em termos da Carta das Nações Unidas e apelamos à comunidade internacional para que reaja adequadamente a ela e não reconheça este ato descarado de violação das leis internacionais", apelou o porta-voz, deixando ainda uma condenação ao modelo de atuação de Moscovo.

"A Rússia está a avançar e a acelerar a escalada para realmente se apropriar e roubar territórios da Ucrânia", afirmou, acrescentando que "não só invadem o país, matando pessoas e civis, destruindo as infraestruturas civis, roubando cereais e outros bens do país, mas agora vão também roubar o território".

O porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos, Peter Stano reagiu assim num tom crítico ao anúncio do Kremlin sobre a anexação das regiões ucranianas ocupadas, com uma nota de ironia.

"Ao que parece, a Rússia é o único país do mundo que anuncia antecipadamente os seus crimes, as suas violações do direito internacional e da Carta das Nações Unidas em direto na televisão", afirmou.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen já tinha condenado a atuação de Moscovo, pela realização de "falsos referendos nos territórios que a Rússia ocupou", que não representam mais do que "uma tentativa ilegal de se apoderarem de terras e de alterarem as fronteiras internacionais pela força".

Von der Leyen criticou ainda "a mobilização e a ameaça de Putin para utilizar armas nucleares", classificando esta atuação com "novos passos na escalada da tensão".

"Não aceitamos o falso referendo, nem qualquer tipo de anexação na Ucrânia, e estamos determinados a fazer o Kremlin pagar por uma nova escalada", enfatizou Ursula von der Leyen, que anunciou posteriormente os termos genéricos de um oitavo pacote de sanções contra Moscovo.

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