Sanções "económicas e financeiras" contra a Rússia. Duma e dois bancos privados na mira da UE

Von der Leyen e Charles Michel já elogiaram "firme unidade" entre os Estados-Membros, para as sanções avançarem.

A União Europeia já finalizou a lista de sanções a Moscovo. De acordo com a lista apresentada na manhã desta terça-feira aos 27 embaixadores dos Estados-Membros, na reunião de Coreper II, tratam-se de sanções direccionadas a alvos concretos, entre os quais se destacam "membros da Duma" e "dois bancos" nas regiões separatistas.

De acordo com fontes europeias ouvidas pela TSF, a lista "inclui 27 entidades" já sancionadas bilateralmente pelos Estados-Membros.

Bruxelas quer também acrescentar os nomes "cerca de de 350 de membros da Duma", do Parlamento Russo.

A mesma fonte indicou que o pacote de medidas prevê Sanções "económicas e financeiras".

À semelhança do que fizeram os Estados Unidos, a Comissão Europeia vai também propor "restrições às relações económicas da União Europeia entre as duas regiões" e ao "congelamento de bens de dois bancos privados russos".

As medidas estão a ser enviadas aos Estados-Membros, e ainda hoje, reúnem-se informalmente os ministros dos Negócios Estrangeiros, em Paris, para anunciarem a decisão.

Unidade

Entretanto, os dois presidentes das instituições co sede em Bruxelas, já saudaram a "firme unidade" registada entre os membros da União Europeia, para avançar com sanções, admitindo que venha a ser aplicadas "medidas adicionais posteriormente".

"A decisão da Federação Russa de reconhecer como entidades independentes e enviar tropas russas para certas áreas dos territórios de Donetsk e Lugansk na Ucrânia é ilegal e inaceitável", afirmara, considerando que se trata de uma "violação do direito internacional, da integridade do território e da soberania da Ucrânia, dos próprios compromissos internacionais da Rússia" e representa um "agravamento ainda mais a crise".

Os dois presidente tinham reagido de imediato ao anúncio de Vladimir Putin, dizendo que "o reconhecimento dos dois territórios separatistas na Ucrânia" representa "uma violação flagrante do direito internacional, da integridade territorial da Ucrânia e dos acordos de Minsk".

"A UE e os parceiros reagirão com unidade, firmeza e determinação em solidariedade com a Ucrânia", prometeram numa mensagem conjunta, também partilhada pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell e pela presidente do Parlamento Europeu Roberta Metsola.

Cimeira

No dia em que o presidente russo, Vladimir Putin anunciou o reconhecimento da independência das autoproclamadas "República Popular de Donetsk" e "República Popular de Luhansk", o primeiro ministro polaco, Mateus Morawieki dirigiu uma mensagem a Charles Michel, a pedir que seja convocada uma cimeira extraordinária para que o assunto seja discutido ao mais alto nível na União.

Mas, ao que a TSF apurou na reunião de Coreper II, "não esteve em cima da mesa a convocação de uma reunião de líderes".

*Notícia atualizada às 13h48

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