Bruxelas espera reciprocidade na UE após Londres retirar quarentena a vacinados

Porta-voz dos Assuntos Internos da Comissão Europeia indicou que a UE "toma nota da decisão do Reino Unido e está a acompanhar a situação".

A Comissão Europeia defendeu esta quinta-feira reciprocidade na União Europeia (UE) após o anúncio britânico de eliminação da quarentena apenas para viajantes europeus totalmente vacinados, lembrando que as restrições às viagens são decididas por cada Estado-membro.

"Quando se trata de países onde nem todas as restrições de viagem foram levantadas, mas em que apenas viajantes vacinados ou considerados essenciais são autorizados a entrar, os Estados-membros devem ter em conta, caso a caso, os instrumentos de reciprocidade da UE como um todo", declarou o porta-voz dos Assuntos Internos da Comissão Europeia, Jahnz Adalbert.

Questionado na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas, sobre o anúncio feito na quarta-feira pelo governo britânico, o responsável indicou que a UE "toma nota da decisão do Reino Unido e está a acompanhar a situação".

"A questão da reciprocidade é um elemento importante da nossa política geral no que diz respeito às restrições de viagem, como estabelecido pela recomendação do Conselho", acrescentou Jahnz Adalbert, frisando que "cabe aos Estados-membros decidir como o aplicam", isto é, quais as medidas restritivas que adotam sobre deslocações no quadro da pandemia de Covid-19.

O Reino Unido anunciou na quarta-feira que vai eliminar, a partir da próxima segunda-feira, a quarentena imposta até agora aos viajantes oriundos da UE e dos Estados Unidos que tenham a vacinação completa nos países de origem.

Numa declaração na rede social Twitter, o ministro dos Transportes britânico, Grant Sharps, indicou que a medida, reclamada pelo setor do turismo e por expatriados, entrará em vigor a partir da próxima segunda-feira às 04h00 locais (a mesma hora em Lisboa).

Até agora, apenas os cidadãos que tinham recebido as duas doses da vacina no Reino Unido estavam isentos de cumprir a quarentena de 10 dias ao regressar a Inglaterra, com exceção de um país considerado de risco máximo.

A mudança significará que qualquer cidadão de um país totalmente vacinado da UE ou dos Estados Unidos poderá entrar no Reino Unido sem se isolar, seja para turismo, negócios, visita à família ou participação em eventos desportivos.

No entanto, a quarentena ainda terá de ser feita ao chegar de um território na lista "amarelo +", como França, ou no vermelho (neste caso num hotel designado), como vários países da América Latina.

Todos os viajantes que chegam de países "verdes" e pessoas vacinadas que vêm de locais da zona "amarela", como Espanha, estão isentos de isolamento, embora devam apresentar testes negativos antes e depois de chegar ao país.

Nos últimos dias, o setor britânico das viagens, economicamente muito afetado pela pandemia, tem pressionado aquele governo a flexibilizar a política de viagens internacionais, a fim de salvar a época de férias de verão.

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