Bruxelas multa três empresas de produtos químicos em 260 milhões por cartel de preços

A Comissão Europeia verificou que "quatro compradores de etileno coordenaram a sua estratégia de negociação de preços face aos vendedores de etileno para influenciar o preço de venda mensal".

A Comissão Europeia decidiu esta terça-feira multar em 260 milhões de euros três empresas de produtos químicos - a Orbia, Clariant e Celanese - por cartel para compra de etileno ao preço mais baixo possível, violando as regras comunitárias.

Em comunicado, o executivo comunitário justifica a decisão por estas três empresas (a Orbia está sediada no México, a Clariant na Suíça e a Celanese nos Estados Unidos) por terem "participado num cartel relativo a compras no mercado comercial do etileno", tendo-se então articulado para "a comprar etileno pelo preço mais baixo possível".

O etileno é um químico inflamável que é utilizado para produzir vários materiais, como o PVC, sendo que o seu preço é, normalmente, decidido em função de um acordo feito entre compradores individuais e vendedores de etileno.

Neste caso, a Comissão Europeia verificou que "quatro compradores de etileno coordenaram a sua estratégia de negociação de preços face aos vendedores de etileno para influenciar o preço de venda mensal em seu benefício".

Além das companhias da indústria química Orbia, Clariant e Celanese, esta violação das regras da concorrência da União Europeia (UE) envolveu a norte-americana Westlake, que por ter denunciado o cartel a Bruxelas não foi multada.

As práticas anticoncorrenciais abrangeram o território da Bélgica, França, Alemanha, e Holanda.

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