Bruxelas: "Prioridade é parar o derramamento de sangue"

A Comissão Europeia apela à reacção "proporcionada" da parte de Israel, considerando que a "a prioridade" é travar a perda de vidas.

O porta-voz da Comissão Europeia para a Política Externa, Peter Stano afirmou esta segunda-feira que Telavive tem o "direito a defender-se" do que classifica como "ataques indiscriminados" oriundos de Gaza.

O tema dominou a conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, com várias questões, nomeadamente sobre se a União Europeia deve recorrer a sanções contra Israel, depois de várias organizações, como por exemplo a Amnistia Internacional, terem classificado os ataques de Israel a alvos civis como crimes de guerra.

O porta-voz diz que o dossier das sanções "não está em cima da mesa", e que "a prioridade agora é parar o derramamento de sangue, travar a escalada da violência, e retomar as conversações diplomáticas e políticas, para resolver os problemas e as causas subjacentes".

"A União Europeia condena fortemente o disparo indiscriminado de foguetes para Israel, pelo Hamas e outros grupos militares, desde Gaza, colocando civis directamente sob ameaça", afirmou, depois de ser questionado sobre se Bruxelas também reconhecia o direito à defesa do lado palestiniano.

"Reconhecemos o direito de Israel para se defender contra qualquer ataque, a União Europeia saliente que qualquer operação militar tem de ser proporcionada e em linha com as leis humanitárias internacionais", prosseguiu.

Sobre a destruição do edifício da imprensa internacional, pela força área israelita, em Gaza, o porta-voz respondeu de forma genérica, dizendo que "a imprensa deve poder funcionar num ambiente seguro. A segurança tem de lhes ser garantida. E, o relato independente, de zonas de conflito, - [e], em especial de zonas de conflito -, é muito importante para a opinião publica mundial."

Washington veio entretanto solicitar a Telavive que apresente "uma justificação" para a destruição do edifício onde funcionava a redacção da Associated Press a da Al Jazeera.

Já quanto a uma eventual condenação através de sanções europeias, da actuação israelita em Gaza, Peter Stano afirma que nada está previsto.

"Sanções não são uma [medida] política. Sanções são um instrumento, quando tudo o resto falha. E, as sanções são decididas pelos Estados-Membros, por unanimidade. Nesta fase, tanto quanto sei, ninguém trouxe a questão das sanções para cima da mesa", afirmou.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia reunem-se amanhã, numa video-conferência, cabendo-lhes discutir os próximos passos do lado europeu.

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