Bruxelas solidária com Austrália aponta ao combate às alterações climáticas

União Europeia disponibilizou envio de bombeiros para o combate dos incêndios na Austrália.

A Comissão Europeia vincou esta segunda-feira a sua solidariedade para com as autoridades australianas, na sequência da vaga de fogos florestais que assolam aquele país, reiterando o seu compromisso de combate às alterações climáticas.

Num debate sobre o tema na sessão inaugural do ano do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o vice-presidente do executivo comunitário Maros Sefcovic adiantou que Bruxelas disponibilizou o envio de bombeiros para a Austrália, ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil, mas o primeiro-ministro australiano disse "não ser necessária assistência adicional neste momento".

"Estes fogos sem precedentes devastaram comunidades locais, destruíram casas e tiraram a vida a pessoas e, possivelmente, a cerca de mil milhões de animais, muitos dos quais únicos no mundo. Para lá da destruição imediata de floresta, terrenos, vidas, animais e ecossistemas, estes fogos puseram em risco a saúde e qualidade de vida noutros locais, como Camberra, com níveis de poluição 20 vezes mais altos", lamentou.

O eslovaco Maros Sefcovic expressou total "apoio e solidariedade à Austrália", sublinhando que a União Europeia (UE) "está pronta a ajudar a população australiana".

"A ciência é claríssima: as alterações climáticas vão aumentar a frequência de eventos atmosféricos extremos, que vão continuar a afetar-nos, com mais consequências e maior intensidade", afirmou.

Para Sefcovic, "a implementação efetiva do Acordo de Paris é uma prioridade principal segundo o Pacto Ecológico europeu ('Green Deal', em inglês)" e "a UE vai utilizar todas as ferramentas para lidar com o desafio climático".

Desde setembro, os fogos florestais na Austrália já provocaram a morte de 27 pessoas, destruíram mais de 2.000 casas e queimaram uma área superior ao dobro da superfície da Bélgica, estimando-se ainda que tenham matado ou deixado sem habitat mais de mil milhões de animais selvagens, colocando em risco espécies autóctones como os coalas, por exemplo.

As situações mais graves registam-se sobretudo nos Estados de Victoria e de Nova Gales do Sul (NSW), bem como na ilha Kangaroo, a sudoeste de Adelaide, no Estado da Austrália Meridional.

O ano de 2019 foi o mais quente e o mais seco na Austrália desde que existem dados. O dia de 18 de dezembro último foi o mais quente de sempre, com uma média nacional de temperaturas máximas de 41,9 graus.

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