Camionistas temem nova regra pós-Brexit. Multas podem ir até 300 libras

Outra das preocupações dos caministas é uma medida que proíbe o transporte de produtos de origem animal, tal como algumas plantas e produtos vegetais para dentro da União Europeia.

Os camionistas portugueses receiam filas para entrar no Reino Unido a partir de segunda-feira e há uma nova restrição a preocupar estes profissionais: a impossibilidade de saírem do país com produtos de origem animal, mesmo que seja para consumo próprio.

Depois de um fim de ano difícil para entrar e sair no Reino Unido, os camionistas portugueses não registaram problemas com a entrada em vigor do Brexit, mas Rogério Nunes, que viajou do Reino Unido para França dia 1 de janeiro, receia que o cenário piore na segunda-feira.

"Quem vier, convém mesmo vir preparado, porque nada vai ser como era dantes. Desde os documentos para passarmos, das cargas, os documentos dos reboques aos próprios documentos dos motoristas", sustenta.

Uma das medidas de um plano de regulação de biossegurança proíbe o transporte de produtos de origem animal, tal como algumas plantas e produtos vegetais para dentro da União Europeia. Desde as 23h00 do dia 31 de dezembro, os camionistas estão proibidos de levar, por exemplo, sandes de fiambre e queijo, uma situação que está a dificultar a vida aos camionistas portugueses.

"Um motorista que saia de Portugal vem preparado para uma semana ou uma semana e meia e agora vai ser proibido sair de Inglaterra com tudo o que é derivado de animal, ou seja, os nossos mantimentos que trazemos para a nossa viagem como carne, queijo, fiambre e iogurtes vão ser proibido sair com isso de Inglaterra. Quem tiver isso vai pagar uma multa de 300 libras. Nós vamo-nos alimentar de quê? Isto ainda não aconteceu, mas a lei está a sair. Já há comunicados a sair para nós termos atenção", explica Rogério Nunes.

Quem for apanhado com estes produtos é obrigado a desfazer-se deles antes de cruzar a fronteira ou paga uma multa elevada, o que leva Rogério Nunes a ponderar deixar de trabalhar em Inglaterra.

"Se cada vez que vou a Inglaterra corro o risco de pagar 300 libras ou de ter de andar sempre em restaurantes, eu não posso fazer Inglaterra, porque vou ficar com prejuízo ao fim do mês", remata.

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