Cáritas quer orientações mais precisas para acolhimento a refugiados da Ucrãnia

Em declarações à TSF, Rita Valadas defende que embora o acolhimento não seja uma novidade no país, houve sempre uma "orientação de princípios".

A presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Valadas, defende a necessidade de orientações novas e mais precisas para a receção dos refugiados que chegam a Portugal a partir da Ucrânia. Em declarações à TSF, explica ser preciso dar mais garantias além da boa vontade e dos papéis tratados, em especial face a uma situação que vai prolongar-se.

"Temos de dar garantias às pessoas de que não vêm de uma situação de grande instabilidade para uma situação de grande insegurança, isso não é justo", assinala Rita Valadas. As famílias que chegaram até agora "têm gente conhecida e estão a ser enquadradas por iniciativa de quem tem espaço para o alojamento" e pode acautelar a mobilização, mas a líder da Cáritas confessa-se preocupada porque "gostaria de ver um procedimento estabelecido que dissesse a todas as pessoas o que acontece quando chegam a Portugal".

Entre as questões que precisam de resposta, Rita Valadas assinala a necessidade de saber "quem encaminha, quem recebe e em que condições", os apoios que vão ser recebidos e "quais as garantias que as famílias que recebem têm de dar". Rita Valadas realça também a necessidade de definir o modo de acompanhamento de quem é acolhido, evitando "deixar de acompanhar uma pessoa só porque está numa família, deixando a família sem apoio".

Apesar de haver em Portugal quem ofereça a sua casa e se mostre disponível para acolher os refugiados, "nós também não conhecemos quem vem, portanto temos de ter muita prudência e tentar garantir um espaço seguro para todos, o que não sinto que esteja a acontecer". O acolhimento não é uma novidade, mas a presidente da Cáritas assinala que tal nunca aconteceu "sem uma orientação de princípios".

"Normalmente vêm e estão devidamente recenseados e são devidamente acompanhados, mas estas pessoas nem a língua falam, é logo uma dificuldade inicial" muitas vezes resolvida porque em Portugal "quase todos conseguimos conhecer alguém, ou temos alguém que trabalha connosco ou é nosso amigo e é ucraniano, mas isto não é maneira de funcionar".

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