Carlos Vila Nova vence presidenciais em São Tomé com 57,54% dos votos

Carlos Vila Nova, antigo ministro de governos liderados por Patrice Trovoada, era apoiado pelo partido Ação Democrática Independente.

O candidato Carlos Vila Nova foi eleito Presidente de São Tomé e Príncipe, à segunda volta, com 57,54%, com um total de 45.481 votos, indicam resultados provisórios divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

De acordo com os mesmos dados, o outro candidato na segunda volta, realizada este domingo, Guilherme Posser da Costa obteve 42,46% da votação, com um total de 33.557 votos.

A abstenção foi de 34,68%, superior à da primeira volta, em 18 de julho, que se situou nos 31,6%.

Do total de 123.301 eleitores recenseados no país e na diáspora, votaram 80.535. Destes votos, 79.038 foram considerados válidos e houve 344 votos brancos e 1.153 nulos.

Os dados provisórios foram anunciados às 3h00 (4h00 em Lisboa) pelo presidente da CEN, Fernando Maquengo, na sede deste organismo, na capital são-tomense.

Carlos Vila Nova, antigo ministro de governos liderados por Patrice Trovoada, foi apoiado pelo partido Ação Democrática Independente (ADI, oposição).

Antigo primeiro-ministro, Posser da Costa teve inicialmente o apoio do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe -- Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), mas na segunda volta recebeu igualmente o suporte dos restantes partidos que compõem a 'nova maioria' (Partido Convergência Democrática e coligação UDD/MDFM).

Na primeira volta, a que concorreram 19 candidatos, Carlos Vila Nova tinha alcançado 43,3% dos votos (35.342 votos), enquanto Posser da Costa teve 20,7% (16.905 votos).

Nesta segunda volta, a nível nacional, Carlos Vila Nova só não venceu nos distritos de Lembá e Lobata, onde Posser da Costa obteve, respetivamente, 50,76% e 52,6% dos votos. Na região autónoma do Príncipe, Vila Nova alcançou 56,83% da votação.

Na diáspora, Vila Nova foi o vencedor em todos os círculos, com um total de 59,90% contra 40,10% dos votos de Posser da Costa. Em Portugal, alcançou 55,48%.

Numa curta declaração, o presidente da CEN afirmou que a contagem dos votos em São Tomé e Príncipe "é sempre um processo demorado", tendo em conta as "questões técnicas" de que o país dispõe.

Fernando Maquengo felicitou os dois candidatos pela proteção nas duas voltas eleitorais e "pela forma pacífica" como estas decorreram, bem como "todo o povo, pela sua participação".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de