Casal holandês muda-se para a primeira casa totalmente impressa em 3D na Europa

A chave de casa destes lojistas reformados de Amesterdão é digital e foi-lhes dada através de uma aplicação que lhes permite abrir a porta da frente premindo apenas um botão.

Elize Lutz e Harrie Dakkers, de 70 e 67 anos, respetivamente, tornaram-se no primeiro casal da Europa a viver numa casa totalmente impressa em 3D. Uma inovação que vários especialistas na área acreditam que vai mudar a forma e o estilo das habitações no futuro.

A chave de casa destes lojistas reformados de Amesterdão é digital e foi-lhes dada, na quinta-feira, através de uma aplicação que lhes permite abrir a porta da frente premindo apenas um botão.

"É lindo. Dá a sensação que estamos dentro de um bunker - parece seguro", afirmou Elize Lutz ao The Guardian.

Inspirada na forma de uma rocha, que seria difícil e dispendiosa de concretizar utilizando os métodos tradicionais, a propriedade é a primeira de cinco casas planeadas pela construtora Saint-Gobain Weber Beamix para um terreno junto ao canal Beatrix, em Bosrijk, subúrbio de Eindhoven.

Eerste 3D-betongeprinte woning in Eindhoven. 'Project Milestone'.

Groot nieuws! Vandaag neemt de eerste bewoner van het 3D-betongeprinte huis in #Eindhoven de sleutel in ontvangst. We zijn er trots op de eerste van de vijf woningen van Project Milestone te presenteren. Neem in deze video een kijkje in het huis! Meer weten over 3D betonprinten? Kijk dan op: https://go.nl.weber/betonprinten

Publicado por Saint-Gobain Weber Beamix em Sexta-feira, 30 de abril de 2021

Nos últimos dois anos foram construídas propriedades impressas em 3D em França e nos EUA, mas apenas parcialmente. Ainda assim, este tipo de projetos está a expandir-se um pouco por todo o mundo.

A equipa por trás desta casa, que tem 94 metros quadrados, garante que é a primeira propriedade legalmente habitável e comercialmente alugada na Europa em que as paredes foram feitas através de um bico de uma impressora.

"Esta é também a primeira que é 100% autorizada pelas autoridades locais e que é habitada por pessoal que realmente pagam para viver nesta casa", disse Bas Huysmans, presidente executivo da Saint-Gobain Weber Beamix.

A primeira casa concluída do Project Milestone, uma parceria com a Universidade de Tecnologia de Eindhoven e a imobiliária Vesteda, devia ter entrado no mercado de arrendamento em 2019, mas os desafios do projeto do arquiteto, que envolviam a sobreposição de paredes externas, atrasaram o processo.

O método de impressão 3D envolve um enorme braço robótico que esguicha um cimento especial, cuja textura descrevem como sendo parecida com a do chantilly. O cimento é "impresso de acordo com o desenho de um arquiteto, adicionando camada sobre camada para criar uma parede e aumentar a sua força.

Esta inovação é também vista por muitos dentro da indústria da construção como uma forma de reduzir custos e danos ambientais, diminuindo também a quantidade de cimento que se usa. Nos Países Baixos acaba por ser também uma alternativa numa altura em que há escassez de pedreiros qualificados.

"Se olharmos para o tempo que precisámos para imprimir esta casa vemos que foram apenas 120 horas. Portanto, se todos os elementos fossem impressos de uma só vez teríamos demorado menos de cinco dias. O grande benefício é que a impressora não precisa de comer, não precisa de dormir, não precisa de descansar.

Então, se começarmos amanhã, podemos imprimir a próxima casa daqui a cinco dias", explicou o presidente executivo da construtora.

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