Catorze mortos em ataque a campo de refugiados na República Democrática do Congo

Entre as vítimas mortais encontram-se sete crianças, de acordo com a Cruz Vermelha.

Catorze pessoas deslocadas, incluindo sete crianças, foram mortas no sábado num ataque de milícias num campo de refugiados em Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), informou a Cruz Vermelha local.

"Os milicianos da Codeco (Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo) entraram em Drakpa, onde mataram com machetes", disse à AFP Jean D'Zba Banju, líder de um grupo de aldeias, em Ndo Banju, no território de Djugu (Ituri).

De acordo com a mesma fonte, os deslocados fugiram da vila de Ngotshi para se estabelecer em Drakpa, acrescentando que outras cinco pessoas ficaram feridas.

A milícia Codeco é um grupo armado estruturado em torno de uma seita religiosa, que alega defender a tribo Lendu, uma das comunidades de Ituri, contra o exército e a tribo Hema.

No território vizinho de Beni, "quatro jovens foram mortos numa emboscada no sábado por rebeldes das ADF (Forças Democráticas Aliadas), a três quilómetros de Eringeti", disse Sabiti Njiamoja, representante governamental do Kivu do Norte nesta cidade.

Desde maio, Kivu do Norte e Ituri estão sob estado de sítio.

No final de novembro, foram lançadas operações militares conjuntas dos exércitos congolês e ugandês contra os rebeldes do grupo ugandês ADF, acusados de ataques jihadistas em solo ugandês. O grupo Estado Islâmico (EI) considera-os um ramo na África Central.

Um funcionário eleito do Kivu do Norte, Jean-Baptiste Muhindo Kasekwa, traçou um balanço de pelo menos 96 civis mortos nos territórios de Irumu (Ituri) e Beni (Kivu do Norte) entre 9 e 14 de março, 383 desde o lançamento das operações congolesas-ugandenses e 2.068 desde o estabelecimento do estado de sítio.

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