Cerca de duas mil pessoas foram presas em manifestações no Egito

Além das detenções, a organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch alegou que as autoridades também bloquearam sites políticos e de informação.

As forças de segurança prenderam cerca de 2.000 pessoas no Egito após os protestos antigovernamentais há uma semana, declarou esta sexta-feira a Human Rights Watch (HRW), poucas horas antes de possíveis novas manifestações no país.

Além das detenções, a organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch alegou que as autoridades também bloquearam "sites políticos e de informação e interromperam outros serviços de Internet usados pelos manifestantes para comunicar".

"As enormes detenções e restrições governamentais na Internet parecem ter o objetivo de impedir que os egípcios se manifestem", disse Sarah Leah Whitson, diretora para o Médio Oriente da HRW.

Entre as 2.000 pessoas presas, há 68 mulheres e um número indeterminado de crianças, sublinhou a organização, de acordo com os testemunhos de advogados locais. Um destes advogados disse que vários detidos foram libertados, incluindo várias crianças.

As pessoas foram presas durante as manifestações de 20 de setembro, mas muitas outras foram levadas de suas casas alguns dias depois, segundo a ONG.

O Governo mantém centenas de pessoas em centros de detenção dos serviços de informação e em campos das forças de segurança ou policiais, que são "ilegais", e é negado o acesso dos advogados, acrescentou HRW.

Os detidos são acusados de "ingressar grupo terrorista", "manifestar-se sem autorização" ou "espalhar informações falsas", segundo advogados. "As autoridades devem-se comprometer a respeitar o direito a uma assembleia pacífica", disse a ONG, que pede a libertação de todos os presos.

A HRW também pede às autoridades que parem de interferir na Internet.

Uma série de vídeos publicados desde o início de setembro no Facebook por um empresário egípcio no exílio, Mohamed Aly, levou centenas de pessoas a manifestarem-se no dia 20 de setembro, que gritaram a frase "Sissi dégage" (Fora Sissi), em referência ao Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, que lidera o país com mão de ferro desde 2013.

As manifestações foram rapidamente dispersas pela polícia. Pela primeira vez em muitos anos, as autoridades egípcias publicaram dados sobre estas manifestações.

O procurador-geral disse, num comunicado, que mil pessoas foram presas e interrogadas "durante as manifestações" realizadas a 20 e 21 de setembro.

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