Embargo ao Petróleo russo. Charles Michel "confiante" numa solução "antes da cimeira"

Presidente do Conselho eleva expectativas sobre um acordo para o embargo ao petróleo russo.

A menos de uma semana da cimeira europeia extraordinária sobre energia, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel diz-se "confiante" que será possível alcançar um acordo sobre o embargo das importações de petróleo proveniente da Rússia.

Charles Michel reconhece que as negociações que ainda ocorrem não serão fáceis, e vão exigir "muito diálogo, muito esforço político", para que seja desbloqueado impasse com a Hungria, que já assumiu a incapacidade para se libertar da dependência da Rússia, que é o único fornecedor para o país.

"Estamos a trabalhar no duro para podermos continuar unidos, (que é extremamente importante), mas também para tomarmos decisões, para quebrarmos a máquina de guerra russa, e para colocarmos pressão sobre o Kremlin para travarmos a guerra", afirmou Charles Michel.

Mas, ontem, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, baixou as expectativas, dizendo que não espera um acordo na cimeira da próxima semana. Numa entrevista ao site Politico, Ursula von der Leyen fala em "questões técnicas", que têm sido muito discutidas em Bruxelas, pela razão de a Hungria ser um país sem costa marítima, não podendo receber combustíveis por essa via.

Budapeste alega que seria preciso um investimento que pode alcançar os 18 mil milhões de euros para mudar todo o sistema, incluindo a própria capacidade de refinação de petróleo bruto de outras origens.

Na entrevista, Ursula von der Leyen afirma que esta é a parte que cabe aos restantes 26 governos, se estão dispostos a patrocinar a independência da Hungria ao gás russo.

"Há várias propostas sobre a mesa pela Comissão Europeia, começamos há alguns dias a abordar a questão do petróleo russo. Tive a oportunidade de contactar ontem vários líderes europeus e já discutir hoje o assunto com a primeira ministra [da Suécia]", afirmou o presidente do Conselho Europeu, assegurando que está "trabalhar muito, para resolver este assunto".

Já a chefe do governo sueco, Magdalena Andersson diz estar ao lado da proposta de Bruxelas para o embargo ao petróleo russo, prometendo "uma posição construtiva para ir mais adiante nas sanções à Rússia".

"Mantenho-me confiante que seremos capazes de resolver o assunto antes do conselho Europeu", afirmou ao lado da primeira ministra sueca, que esta quarta-feira recebeu Charles Michel. O presidente do Conselho Europeu segue depois para a Finlândia onde esta tarde tem encontro marcado com a primeira-ministra Sana Marin.

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