Chefe da diplomacia europeia condena a expulsão de embaixadora da UE na Venezuela

Josep Borrell condena expulsão de embaixadora e antecipa ações de reciprocidade

O chefe da diplomacia europeia condenou esta terça-feira a expulsão do embaixadora europeia na Venezuela pelo Governo de Nicolas Maduro.
O Alto Representante da UE para a Política Externa Josep Borrell anuncia que a Europa vai utilizar as medidas que entender adequadas depois da atitude do executivo Venezuelano.

"Condenamos e rejeitamos a expulsão da nossa embaixadora em Caracas. Tomaremos as medidas de reciprocidade necessárias e habituais. Só uma solução negociada entre os venezuelanos permitirá ao país sair desta profunda crise", escreve o chefe da diplomacia europeia no Twitter.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expulsou esta segunda-feira a embaixadora da União Europeia (UE) no país, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, horas depois de a UE sancionar 11 funcionários de Caracas.

"Quem são eles para sancionar, para se tentarem impor com a ameaça? Quem são? Basta! É por isso que decidi dar à embaixadora da UE em Caracas 72 horas para deixar o nosso país e exigir respeito da UE", disse Nicolás Maduro durante uma intervenção televisiva.

Maduro começou por explicar que a UE divulgou uma resolução "em que a supremacista UE sanciona aqueles venezuelanos que, formando parte de instituições do Estado, defendem a Constituição".

Depois, o chefe de Estado questionou "qual o motivo", para responder: "Já basta do colonialismo europeu contra a Venezuela, da perseguição contra a Venezuela".

Colômbia, Bolívia a Paraguai condenam

Os Governos da Colômbia, Bolívia e Paraguai condenaram na segunda-feira a expulsão da embaixadora da União Europeia (UE) na Venezuela, a portuguesa Isabel Brilhante, por ordem do Presidente Nicolás Maduro.

"Rejeitamos a decisão (...) tomada pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro. Continuamos em nosso chamado à comunidade internacional para impedir a tirania em nosso país irmão", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia numa publicação na rede social Twitter.

Por seu lado, o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai publicou outra mensagem na mesma rede social na qual "lamenta a decisão do regime ilegal de Maduro de expulsar o representante da UE na Venezuela" e que deve deixar o país sul-americano nas próximas 72 horas.

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