Cheias na província mais atingida do Paquistão fazem mais 17 mortos em 48 horas

ONU renovou o apelo para angariar 39 milhões de dólares (cerca de 39,6 milhões de euros) em donativos para ajudar as vítimas mais vulneráveis das cheias.

Pelo menos 17 pessoas, entre as quais nove crianças, morreram nas últimas 48 horas na província de Sindh, a mais atingida pelas devastadoras cheias que atingiram o Paquistão, revelaram as autoridades do país esta quinta-feira.

A atualização foi feita no dia em que a ONU renovou o apelo para angariar 39 milhões de dólares (cerca de 39,6 milhões de euros) em donativos para ajudar as vítimas mais vulneráveis das cheias, após alcançar apenas um terço do pedido de financiamento, de acordo com um comunicado da Unicef.

Médicos e profissionais de saúde lutam para conter o surto de doenças transmitidas pelas águas, como malária e dengue, entre as centenas de milhar de sobreviventes que vivem, agora, em tendas no sul da província de Sindh.

As chuvas de monção e inundações sem precedentes, que muitos especialistas atribuem às alterações climáticas, afetaram 33 milhões de pessoas e provocaram pelo menos 1.576 mortos e 12.862 feridos em todo o país desde meados de junho.

Desse número, 707 pessoas, incluindo 297 crianças e 132 mulheres, morreram em Sindh, onde muitas zonas permanecem submersas.

Segundo a Unicef, mais de 3,4 milhões de crianças foram 'arrancadas' das suas casas e as águas das cheias já mataram mais de 550 crianças em todo o Paquistão".

"Sem um aumento significativo do apoio, receamos que muito mais crianças percam a vida. As famílias não têm comida, água potável ou medicamentos", afirmou a agência da ONU.

A Unicef criou 71 acampamentos sanitários e escolas temporárias para crianças nas áreas afetadas pelas cheias, mas o seu apelo de 39 milhões de dólares (cerca de 39,6 milhões de euros) ainda só foi alcançado em cerca de um terço.

O valor faz parte do apelo urgente de 160 milhões de dólares (cerca de 162,5 milhões de euros) para apoiar a resposta às cheias no Paquistão.

Entretanto, o primeiro-ministro paquistanês Shahbaz Sharif reuiu-se com alguns líderes mundiais à margem da Assembleia Geral da ONU, em busca de mais ajuda da comunidade internacional para enfrentar as inundações recorde.

A monção anual é responsável por 70 a 80% da precipitação anual da Ásia do Sul, mas é também sinónimo de morte e enorme destruição.

A precipitação é difícil de prever e varia muito, mas os cientistas acreditam que as alterações climáticas estão a tornar as monções mais fortes e mais erráticas.

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