China acusa EUA de "provocação" após passagem de navio de guerra no estreito de Taiwan

Comando do Teatro de Operações Oriental do Exército Popular de Libertação chinês alegou que a passagem do navio de guerra norte-americano tenta "apoiar as forças de independência de Taiwan".

O Exército Popular de Libertação (EPL) chinês acusou esta domingo os EUA de "um ato de provocação" após a passagem de um navio de guerra pelo Estreito de Taiwan, que separa a ilha da China continental.

O porta-voz do Comando do Teatro de Operações Oriental do EPL, Shi Yi, confirmou que o exército chinês "enviou tropas para monitorizar os movimentos" do navio USS Ralph Johnson, que cruzou o Estreito de Taiwan no sábado.

Numa publicação na rede social chinesa Weibo, Shi alegou que a passagem do navio de guerra norte-americano tenta "apoiar as forças de independência de Taiwan", mas acrescentou que tais gestos são "hipócritas e inúteis".

O militar disse que as tropas chinesas estão "em alerta máximo permanente" para proteger a "soberania e segurança" da China e a "estabilidade regional".

Em novembro de 2021, um outro navio de guerra dos Estados Unidos cruzou o Estreito de Taiwan, uma semana após uma cimeira virtual entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo norte-americano, Joe Biden.

Na sexta-feira, o Ministério da Defesa de Taiwan anunciou que nove aviões militares chineses entraram naquela que Taipé considera a zona de identificação de defesa aérea (ADIZ), no sudoeste do arquipélago.

De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, cerca de mil aviões enviados por Pequim entraram, no ano passado, na ADIZ, um número que representa perto do triplo das incursões registadas em 2020, quando as autoridades da ilha começaram a contabilizar estas manobras.

Pequim considera Taiwan parte do seu território e intensificou a pressão militar, diplomática e económica sobre a ilha desde que a atual líder, Tsai Ing-wen, chegou ao poder em 2016.

A ilha é um dos principais pontos de divergência entre a China e os Estados Unidos, que fornece armas a Taiwan e seria o maior aliado militar em caso de conflito bélico com Pequim.

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