China aliciou Palau a cortar relações com Taiwan enviando 100 mil turistas

Palau e Taiwan anunciaram uma "bolha" para turismo entre os dois países.

O presidente do Palau afirmou que a China tentou convencê-lo a cortar relações com Taiwan enviando 100 mil turistas para o pequeno Estado insular do Pacífico, e que os retirou quando se recusou a tal.

O presidente Surangel Whipps Jr., que recentemente revelou ter recusado abordagens chinesas, falava em Taipé, durante uma visita a Taiwan que marca o lançamento de uma "bolha" para turismo entre os dois países, durante a pandemia de Covid-19.

Segundo Whipps, responsáveis chineses disseram-lhe que "o céu é o limite" no que concerne a benefícios de cortar as relações com Taiwan e aderir à política de "uma só China", mas que o episódio dos 100 mil turistas chineses no arquipélago demonstra tratar-se de uma política de "cenoura e cacete", que considera "contraproducente".

"Num relacionamento (...) não se bate na esposa para fazer com que ela goste de nós", disse Whipps, citado pela agência CNA.

"Se me der cenouras, não me diga que não posso ver outras pessoas, porque todos nós acreditamos na paz e na prosperidade para todos", adiantou o chefe de Estado de um dos quatro aliados que restam a Taiwan na região Ásia-Pacífico, juntamente com as Ilhas Marshall, Nauru e Tuvalu.

A delegação do presidente de Palau integra o embaixador norte-americano no Estado insular, John Hennessey-Niland, que se tornou assim no primeiro chefe de representação diplomática dos Estados Unidos a visitar Taiwan desde que os norte-americanos estabeleceram relações diplomáticas com a República Popular da China, em 1979.

Desde 2001, a China conseguiu que 17 aliados diplomáticos de Taiwan deixassem de reconhecer a sua soberania, incluindo São Tomé e Príncipe.

Os mais recentes a virarem-se para Pequim foram as Ilhas Salomão e Kiribati, mas no caso de Palau a questão não se coloca, segundo o seu presidente.

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