China "seriamente preocupada" com a segurança das instalações nucleares

"A China atribui grande importância à segurança nuclear e está seriamente preocupada com a segurança e proteção das instalações nucleares na Ucrânia", disse Wang Wenbin, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

A China disse esta sexta-feira estar "seriamente preocupada com a segurança" das instalações nucleares na Ucrânia, após um incêndio numa central nuclear ucraniana, a maior da Europa, provocado por fogo de artilharia russa.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, afirmou que a China vai continuar a acompanhar os desenvolvimentos na central de Zaporizhzhia, localizada na cidade de Enerhodar, apelando a "todas as partes envolvidas que mantenham a calma e a contenção, evitem uma maior escalada da situação e garantam a segurança das instalações em causa".

"A China atribui grande importância à segurança nuclear e está seriamente preocupada com a segurança e proteção das instalações nucleares na Ucrânia", disse Wang em conferência de imprensa.

Os comentários do porta-voz marcaram um raro sinal chinês de desconforto com a guerra na Ucrânia, segundo apontam as agências internacionais.

Pequim tem mantido uma posição ambígua em relação à invasão russa da Ucrânia.

Por um lado, defendeu que a soberania e a integridade territorial de todas as nações devem ser respeitadas - um princípio de longa data da política externa chinesa e que pressupõe uma postura contra qualquer invasão -, mas ao mesmo tempo opôs-se às sanções impostas contra a Rússia e apontou a expansão da NATO para o leste da Europa como a raiz do problema.

A invasão aconteceu depois do Presidente chinês, Xi Jinping, ter recebido, em 04 de fevereiro, o homólogo russo, Vladimir Putin, em Pequim.

Numa declaração conjunta emitida depois do encontro, Moscovo e Pequim indicaram que a "amizade entre os dois Estados não tem limites e que não há áreas 'proibidas' de cooperação".

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a "operação militar especial" na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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