Chuvas no Egito fazem quatro mortos e provocam aumento de picadas de escorpião

Além de cortar a água e a eletricidade em algumas zonas, as chuvas fizeram com que aparecessem muitos escorpiões e "mais de 500 pessoas foram picadas".

Quatro pessoas morreram noSul do Egito, nos últimos dias, na sequência das maiores chuvas torrenciais em 11 anos naquele país africano, tendo instigado um aumento de picadas de escorpião, informaram nesta quarta-feira as autoridades governamentais.

"Passaram-se 11 anos desde que registamos tanta chuva e isso deve-se às alterações climáticas", disse Khaled Qassem, responsável local do Ministério do Desenvolvimento Local.

Em "55 minutos", na noite de sexta-feira para sábado, caíram "oito milhões de metros cúbicos de água" na província de Aswan, a 650 km a sul do Cairo, detalhou o governador, Ashraf Attiya, à televisão estatal.

De acordo com o Ministério da Saúde, quatro pessoas morreram, quando as suas casas desabaram com a chuva e o granizo.

Um total de 106 casas foram destruídas e mais de 300 parcialmente danificadas, adiantou Ashraf Attiya.

Além de cortar a água e a eletricidade em algumas zonas, as chuvas fizeram com que aparecessem muitos escorpiões e "mais de 500 pessoas foram picadas", indicou o governador no Facebook.

Na caixa de cometários da publicação naquela rede social, os residentes disseram estar "cercados por escorpiões e cobras", dizendo que estavam preocupados com "as crianças e os idosos".

Existem quatro ou cinco tipos de escorpiões no deserto egípcio, cujas picadas podem causar febres altas.

Segundo o Ministério da Saúde, até ao momento, não foi registada nenhuma morte por picada de escorpião.

Já durante o inverno de 2020, as chuvas e as inundações mataram cerca de 20 pessoas no Egito.

As mais recentes intempéries no Egito - que via sediar a COP27 (Cimeira do Clima) em 2022 - ocorreram enquanto a COP26 acordava o Pacto Climático de Glasgow, que mantém a ambição do Acordo de Paris de manter o aumento da temperatura a 1,5ºC (graus celsius).

O documento, que sofreu alterações até ao último momento, reafirma o objetivo de limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC (graus celsius), decidido há seis anos no Acordo de Paris, e diz ser necessário reduzir as emissões de dióxido de carbono em 45% até 2030, em relação a 2010.

Reconhece-se que limitar o aquecimento global a 1,5ºC exige "reduções rápidas, profundas e sustentadas das emissões globais de gases com efeito de estufa, incluindo a redução das emissões globais de dióxido de carbono em 45% até 2030 em relação ao nível de 2010 e para zero por volta de meados do século, bem como reduções profundas de outros gases com efeito de estufa".

O Pacto salienta a urgência de reforçar a ambição e a ação em relação à mitigação, adaptação e financiamento nesta "década crítica" para colmatar as lacunas na implementação dos objetivos do Acordo de Paris, e nele pede-se aos países em falta que apresentem até novembro do próximo ano as suas contribuições para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Os presentes em Glasgow instaram também, segundo o documento aprovado, os países desenvolvidos a "pelo menos duplicarem" o financiamento climático para a adaptação às alterações climáticas dos países mais pobres.

E apela-se aos países mais ricos e instituições financeiras para "acelerarem o alinhamento das suas atividades de financiamento com os objetivos do Acordo de Paris".

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