E tudo o mar pode levar. Veja as zonas de Portugal em risco de ficarem submersas em 30 anos

Segundo um estudo da Organização Climática dos EUA, 300 milhões de pessoas vão ser afetadas pela subida das águas do mar. O continente asiático será o mais afetado.

Mumbai, na Índia, Xangai, na China, e Bangkok ,na Tailândia. Estas três cidades podem estar submersas dentro de 30 anos. Quem o diz é um estudo da Organização Climática Central dos Estados Unidos da América, publicado na revista Nature Communications , que indica ainda que as inundações podem atingir 300 milhões de pessoas.

Se nada for feito para precaver as alterações climáticas e os problemas subjacentes, em 2100, estima-se que o número de afetados suba para mais do dobro, atingindo cerca de 630 milhões de habitantes.

"Os estudos mostram o potencial das alterações climáticas para mudar as cidades, economia, linhas costeiras e regiões globais inteiras durante o nosso tempo de vida", afirma Scott Kulp, responsável pelo estudo.

Já o CEO da Organização Climática dos EUA, Benjamin Strauss, citado pelo The Guardian, indica que mais países poderão ter de seguir o exemplo da Indonésia. O país anunciou a mudança da capital de Jacarta, uma vez que está vulnerável à subida das águas do mar. "Uma quantidade incrível e desproporcional de desenvolvimento humano habita em locais perto do mar. Estamos preparados para sofrer", lamenta Strauss

Segundo o estudo, só na Ásia, 237 milhões de pessoas podem perder a vida com a subida do nível das águas do mar. O continente asiático é o mais prejudicado, segundo o estudo, onde residem quase quatro biliões e meio de pessoas. Segundo destaca o The Guardian, o risco de uma inundação catastrófica até 2050 aumentou cerca de oito vezes em Bangladesh, sete vezes na Índia e três vezes na China.

O estudo indica que a cidade de Mumbai, a maior da índia, corre o risco de ficar completamente inundada. No mesmo sentido, Xangai, pode ver-se submersa dentro de três décadas. Ora, em 2050, também Alexandria, no Egito, e Baçorá, no Iraque, serão cidades praticamente inexistentes.

Os efeitos vão-se fazer sentir também nas migrações. Dina Ionesco, da Organização Internacional para Migrações, afirmou ao The New York Times que "o movimento humano será incomparável" na história.

Ainda assim, os autores afirmam que os cálculos não são exatos, uma vez que são baseados em projeções padrão do aumento do nível das águas do mar. Os acontecimentos podem ser ainda mais catastróficos, tendo em conta que o estudo segue as linhas orientadoras do acordo de Paris, e os países, no entanto, estão longe de cumprir as metas assinadas.

Carregue na imagem para aceder ao mapa interativo, que mostra as zonas que poderão estar submersas em 2050:

Notícia atualizada às 12h50 de 30 de outubro de 2019

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados