Coligação militar saudita invade palácio presidencial do Iémen

Combatentes separatistas tomaram o palácio presidencial em Áden, capital do Iémen, após vários dias de combates, uma vitória que assume um caráter essencialmente simbólico, uma vez que o Presidente Abd Rabbo Mansour se encontra na Arábia Saudita.

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita no Iémen informou este domingo que efetuou um ataque a uma posição rebelde que ameaçava um importante local do Governo iemenita, após ataques separatistas no palácio presidencial no sul de Áden.

A coligação pediu aos separatistas do Conselho de Transição, que lutam pelo pela independência do Iémen do Sul que "se retirem completamente das posições tomadas pela força", sob pena de sofrerem novos ataques.

"Esta foi a primeira operação e será seguida por outra, se esta declaração não for respeitada", alertou a coligação liderada pelos sauditas que apoia o Governo iemenita.

Combatentes separatistas tomaram este sábado o palácio presidencial em Áden, capital do Iémen, após vários dias de combates, uma vitória que assume um caráter essencialmente simbólico, uma vez que o Presidente Abd Rabbo Mansour se encontra na Arábia Saudita.

"Tomámos o palácio às forças da Guarda Presidencial sem um combate", disse à agência de notícias France-Presse um porta-voz de uma força militar separatista denominada "Cordão de Segurança".

De acordo com várias fontes militares, os combatentes separatistas tomaram ao longo do dia o controlo de três casernas das forças governamentais em Áden, onde o poder lealista se estabeleceu depois da queda da capital histórica do país, Sana, no norte, às mãos dos rebeldes houthis.

Os combates em Áden fizeram pelo menos 18 mortos, entre combatentes e civis, de acordo com fontes médicas e de segurança. Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, mais de 75 feridos foram tratados num hospital dirigido pela ONG.

O Iémen do Sul foi um estado independente até 1990.

A guerra civil no Iémen fez já cerca de 3,3 milhões de deslocados e 24,1 milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da população, têm necessidade de assistência, de acordo com as Nações Unidas.

Os combates em Áden tornam ainda mais confusa a situação no país, que se vê confrontado com o risco de "uma guerra civil dentro de uma guerra civil", de acordo com um relatório do instituto de análise de conflitos International Crisis Group (ICG).

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