Comissão Eleitoral de São Tomé diz que processo decorreu "conforme expetativas"

Victor Correia, da comissão eleitoral, referiu que durante a tarde "houve um fluxo bastante grande de eleitores".

A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) de São Tomé e Príncipe afirmou este domingo que as eleições legislativas, autárquicas e regional decorreram "de acordo com as expetativas" e antecipou uma abstenção baixa, face ao "fluxo bastante grande de eleitores".

"O processo correu de acordo com as nossas expetativas. Neste momento, a maior parte das assembleias de voto estão a fazer contagem dos votos. Há outras ainda, umas poucas ainda continuam com o processo de votação", disse o porta-voz da CEN, Victor Correia, numa declaração aos jornalistas cerca das 18:40 locais (mais uma hora em Lisboa).

As mesas de voto abriram às 07h00 locais e a hora de encerramento prevista era às 17h00, mas, de acordo com a legislação eleitoral são-tomense, enquanto houver eleitores à espera para votar, têm acesso à mesa de voto.

Victor Correia adiantou que havia casos de votação ainda a decorrer depois da hora oficial de fecho nos distritos de Água Grande (onde se situa a capital), Cantagalo e Mé-Zochi.

"Esta tarde, houve um fluxo bastante grande de eleitores", referiu o representante da CEN.

Durante o dia, as autoridades não registaram incidentes, à exceção do boicote no Bairro do Hospital. Sobre este local, na capital são-tomense, onde votam 1.093 pessoas, Victor Correia adiantou que a CEN ainda se reunirá em plenário para tomar uma decisão sobre uma nova votação neste bairro.

"A partir deste momento nós vamos esperar para receber as atas que vêm das assembleias de voto para procedermos à elaboração do mapa do resultado provisório", adiantou.

Questionado sobre o valor expetável da abstenção, Victor Correia destacou que a afluência às urnas "foi considerável", a nível nacional, mas na diáspora, "de facto, houve muita abstenção, mas também era esperada".

Em 2018, as legislativas tiveram uma abstenção de 19,35%.

Questionado se a CEN recebeu uma queixa da Ação Democrática Independente (ADI, oposição) contra o primeiro-ministro e líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Jorge Bom Jesus, que hoje, após votar, pediu aos são-tomenses "mais um voto de confiança", Victor Correia afirmou que não.

"Não podemos comentar o que não recebemos", disse, afirmando que a comissão eleitoral não teve conhecimento das declarações do chefe do Governo, que se candidata a um segundo mandato.

Nas duas ilhas que compõem o país funcionaram hoje um total de 309 mesas de voto para os 123.301 eleitores.

No total, 11 partidos e movimentos, incluindo uma coligação, concorrem aos 55 lugares da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe.

Pela primeira vez, 14.692 cidadãos residentes em 10 países da Europa e África elegem um deputado por cada círculo. Os restantes 53 deputados são escolhidos pelos seis distritos da ilha de São Tomé e pela região do Príncipe.

Os eleitores são-tomenses tiveram igualmente de escolher os próximos presidentes das autarquias e o Governo Regional do Príncipe também foi a votos.

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