Comissária europeia da Saúde defende "coordenação" nas estratégias de vacinação

Responsável da equipa de Ursula von der Leyen assinala os riscos que as festas do Natal e Ano Novo podem representar e desafia os governos a não relaxarem as regras.

Os estados-membros da União Europeia deveriam coordenar as diferentes estratégias de vacinação contra a Covid-19, defendeu esta quarta-feira a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, apesar de reconhecer que pertence a cada país a última decisão.

"As estratégias de vacinação são competências dos Estados-membros, mas a coordenação é um elemento chave no processo", afirmou a dirigente cipriota, sublinhando que o executivo comunitário liderado por Ursula Von der Leyen foi capaz de demonstrar essa capacidade ao longo deste ano e que essa entreajuda "é a única forma de avançar" no combate à pandemia.

Em declarações prestadas numa conferência na cimeira tecnológica Web Summit, Stella Kyriakides enfatizou a importância do planeamento atempado no desenvolvimento das vacinas e que a Comissão Europeia começou a preparar a etapa de vacinação "em outubro, ainda antes de uma vacina estar pronta" para chegar ao mercado e às populações.

"Trabalhámos desde o início com a Organização Mundial da Saúde (OMS), tivemos um papel de liderança no esforço global para travar o vírus e vamos continuar a fazê-lo, porque queremos garantir que conseguimos fazer chegar as vacinas o mais depressa possível. Esta é uma pandemia com um alcance enorme e consequências devastadoras", vincou.

Segundo a comissária europeia da Saúde, embora diversas vacinas estejam prestes a ser administradas nas próximas semanas, será necessário manter por mais algum tempo certas medidas restritivas para continuar a conter a propagação do SARS-CoV-2.

"O objetivo não é ter mais confinamentos, mas sim ter as medidas em ação que permitam que as economias e as vidas continuem a decorrer até que uma vacina chegue a um número suficiente de pessoas para proteger a população. É preciso entender que o vírus continua aqui e circula entre a população, por isso temos de manter algumas medidas", concluiu.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.482.240 mortos resultantes de mais de 63,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.645 pessoas dos 303.846 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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