Companhia aérea chinesa fecha as portas a passageiros vindos do Brasil

A China Southern Airlines refere que a suspensão "temporária" abrange todos os passageiros, incluindo cidadãos chineses que pretendessem viajar do Brasil para a China através de um outro país.

A companhia aérea chinesa China Southern Airlines deixou de transportar passageiros vindos do Brasil com destino à China, "de acordo com as necessidades de prevenção e controlo da pandemia" da Covid-19.

São já 25 os países a constar na lista de proibições da companhia aérea sediada em Guangzhou, incluindo Moçambique.

A China Southern Airlines opera voos regulares entre a capital francesa, Paris, e Guangzhou, capital de Guangdong, província no sul da China adjacente a Macau.

Tendo em conta que não existe atualmente qualquer ligação direta entre o Brasil e a China, na prática a decisão fecha mais uma das poucas alternativas para viajar entre os dois países.

A companhia aérea de bandeira chinesa Air China já tinha suspendido em setembro passado as operações na rota que ligava a cidade brasileira de São Paulo à capital chinesa, Pequim, através da capital espanhola, Madrid.

A suspensão esteve inicialmente em vigor até ao final de março, mas foi mais tarde prolongada pelo menos até 30 de junho.

A retoma dos voos depende da situação da pandemia no Brasil, sublinhou a Air China.

A cidade de Xangai, no leste da China, registou um caso importado de Covid-19 de um cidadão chinês vindo do Brasil, anunciou na quarta-feira a Comissão da Saúde de Xangai.

Segundo um comunicado, o homem viajou através da Suíça e aterrou em Xangai na segunda-feira, tem sido colocado em isolamento para um período obrigatório de quarentena.

O chinês desenvolveu sintomas de Covid-19 e acabou por ter resultado positivo no teste para o novo coronavírus, estando atualmente a ser tratado num hospital de Xangai.

Também na quarta-feira, entrou em vigor na Nova Zelândia a proibição da entrada de todos os estrangeiros vindos do Brasil.

A medida surgiu após as autoridades neozelandesas terem adicionado o Brasil à lista de países de risco extremo, na sexta-feira passada.

A única exceção prevista são os cidadãos neozelandeses. Já outros residentes na Nova Zelândia só podem embarcar se tiverem passado os 14 dias anteriores fora do Brasil.

Todos os passageiros terão, no entanto, de se submeter a uma quarentena de 14 dias num local designado pelas autoridades, mesmo que à chegada façam um teste com resultado negativo.

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