Condutor morre após embater no portão da embaixada russa em Bucareste

A polícia está a investigar o caso para perceber se se tratou de um mero acidente ou de uma tentativa de ataque.

Um condutor morreu, esta quarta-feira, após embater no portão da embaixada russa em Bucareste, confirmou a polícia da capital da Roménia, citada pelo The Guardian.

O automóvel embateu no portão por volta das 06h00 locais [04h00 em Lisboa], mas não entrou no complexo da embaixada em Bucareste, segundo as autoridades.

Ainda não se sabe se se tratou de um acidente ou de uma tentativa de ataque. A polícia está a investigar o caso e não divulgou a identidade do condutor.

Um vídeo, entretanto divulgado, mostrou um carro envolto em chamas, enquanto os seguranças corriam próximo do local. Segundo a polícia, os bombeiros que chegaram ao local conseguiram apagar o fogo, mas o condutor morreu no local.

O incidente na embaixada russa em Bucareste ocorre dias depois de o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se ter dirigido ao parlamento da Roménia, na segunda-feira, quando classificou o assassinato de civis na cidade de Bucha como um "crime de guerra" e pediu sanções mais duras contra a Rússia.

Antes do discurso de Zelensky, o presidente da Câmara dos Deputados da Roménia, Marcel Ciolacu, disse que as "imagens horríveis" que surgiram depois de as tropas russas terem saído de Bucha "sobrecarregaram e revoltaram todos".

Durante as últimas semanas, várias embaixadas russas na Europa foram alvo de manifestações contra a invasão da Ucrânia.

Na terça-feira, a Roménia anunciou a expulsão de 10 diplomatas russos pelo seu envolvimento em "atividades e ações que desrespeitam o estipulado na Convenção de Viena sobre as relações diplomáticas".

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros romeno "reitera a condenação firme dos crimes cometidos em Bucha e outras localidades da Ucrânia, pelos quais a Federação Russa deve responder".

Vários Estados europeus têm expulsado pessoal diplomático russo, depois de a Federação Russa ter sido acusada de crimes de guerra na localidade de Bucha, nos arredores de Kiev.

O chefe da diplomacia do bloco europeu, Josep Borrell, anunciou na terça-feira a decisão de "designar 'persona non grata' vários membros da Missão Permanente da Federação Russa na UE, por se envolverem em atividades contrárias ao seu estatuto diplomático". O total de diplomatas russos envolvidos por esta decisão de Borrell ascende a 19.

Também Portugal declarou como 'persona non grata' 10 funcionários da missão diplomática da embaixada russa em Lisboa, dando-lhes duas semanas para abandonar o país.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.480 civis, incluindo 165 crianças, e feriu 2.195, entre os quais 266 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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