Confirmados dois casos na cidade que é epicentro de surto de ébola na RDCongo

As autoridades sanitátias confirmaram que "um homem e uma mulher" tinham regressado do estrangeiro há alguns dias e que "estavam em quarentena".

Pelo menos dois casos de infeção pelo novo coronavírus foram confirmados na cidade de Beni, no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), que é também o epicentro do surto de ébola naquele país, anunciaram esta sexta-feira as autoridades sanitárias.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da RDCongo, citado pela agência France-Presse, estes dois casos de contágio pela covid-19 são importados.

Em consonância com as autoridades sanitárias, o autarca de Beni, Nyonyi Bwanakawa, confirmou que "um homem e uma mulher" tinham regressado do estrangeiro há alguns dias e que "estavam em quarentena".

A República Democrática do Congo registou, até quinta-feira (02 de abril), 134 pessoas contagiadas pela doença provocada pelo SARS-CoV-2 e 13 mortes.

As autoridades do país também anunciaram que três pessoas recuperaram.

Beni tem sido alvo de vários ataques contra civis, atribuídos à milícia armada Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla inglesa).

A preocupação em relação a esta cidade acresce porque é também o epicentro do atual surto do ébola no país.

O ébola na RDCongo provocou 2.264 mortes desde a declaração da epidemia no país, em 01 de agosto de 2018. Beni foi uma das cidades mais afetadas.

Há 44 dias que não há registos de novos casos de ébola e as autoridades sanitárias planeiam declarar o fim do surto em 12 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 55 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 200 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

A pandemia afeta já 50 dos 55 países e territórios africanos, com mais de 7.000 infeções e 280 mortes, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC). São Tomé e Príncipe permanece como o único país lusófono sem registo de infeção.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de