"Coordenação" contra o coronavírus. UE vai debater risco associado às variantes

Os lideres europeus vão discutir aparecimento de variantes dentro a da UE, e fazer "intercâmbio das lições" da pandemia.

Os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) regressam esta quinta-feira a Bruxelas para discutir medidas de coordenação de combate à pandemia, perante a ameaça do aparecimento de variantes. A cimeira que arranca esta tarde ficará também marcada pelo debate sobre migrações e agenda externa.

É também o último encontro de alto nível ainda durante o semestre em que Portugal assume a presidência rotativa. Caberá ao primeiro-ministro António Costa fazer um balanço do que foi alcançado, bem como sobre os dossiers que transitam para a presidência eslovena.

Várias delegações consideram "importante" o tópico sobre o aparecimento de novas variantes do coronavírus, nas fronteiras da União Europeia. E, por essa razão, "querem que o tema seja discutido" na cimeira. O ponto de partida é "quando uns países fecham portas, e outros permitem viagens de zonas de aparecimento de variantes, perdem-se os benefícios resultantes dos confinamentos", afirmou fonte europeia, conhecedora da agenda da cimeira.

O caso citado são as viagens do Reino Unido. A ideia geral é de que "há uma necessidade de coordenação entre os 27", esperando-se um debate aceso nesta parte da cimeira.

Na carta convite que enviou aos chefes de Estado ou de governo, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel defendeu "coordenação", e considera necessário um "intercâmbio das lições" da pandemia.

A outra parte da estratégia passa por aquela que é uma das bandeiras da presidência portuguesa, que está a encerrar o semestre, o certificado digital da Covid-19, com o qual os 27 esperam "relançar as viagens no verão", mas "com um olho nas variantes", afirma Charles Michel, sem, no entanto, esclarecer se vai colocar em cima da mesa alguma discussão sobre restrições de viagens dentro das fronteiras da União.

Na cimeira haverá também um ponto da situação sobre rotas migratórias e as estratégias para "reduzir a pressão nas fronteiras" limite da União Europeia. "Vamos concentrar-nos na dimensão externa, com o objetivo de fortalecer a nossa cooperação com os países de origem e de trânsito", afirmou Charles Michel, frisando que a União Europeia deve "exigir ações que proporcionem resultados rapidamente".

No domínio da política externa, Turquia, Rússia e Bielorrússia são os pontos principais da agenda. "Voltaremos às relações da UE com a Turquia, anunciadas em março", disse o presidente do Conselho na habitual carta convite. "Iremos discutir as relações com a Rússia, na sequência do nosso debate aprofundado em maio e do relatório da Comissão e do Alto Representante", precisou, acrescentando que os 27 vão "analisar a implementação das decisões recentes sobre a Bielorrússia". "Espero que também adotemos conclusões sobre a Líbia, o Sahel e a Etiópia", adicionou.

A encerrar a Cimeira, está prevista uma discussão sobre recuperação económica, com um balanço sobre os planos de recuperação já aprovados até agora, os quais "permitirão uma recuperação económica completa e inclusiva", e "abrirão o caminho para as transições ecológicas e digitais da União".

Portugal e Espanha foram os primeiros receber luz verde para gastar verbas da chamada bazuca europeia. Áustria, Grécia, Alemanha ou Bélgica também estão entre os que já mereceram nota positiva de Bruxelas. A presidência portuguesa da União Europeia espera que, até ao final do mês, haja 12 programas aprovados pela Comissão Europeia.

No arranque dos trabalhos, os 27 dão ainda as boas-vindas ao secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, eleito para um segundo mandato, à frente da Instituição. Guterres está desde quarta-feira em Bruxelas e, esta manhã, antes da Cimeira, é recebido no Parlamento Europeu.

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