Secretário de Bolsonaro vai ser demitido. Copiou discurso de propaganda nazi

Roberto Alvim divulgou um vídeo sobre o Prémio Nacional das Artes parafraseando trechos de um discurso do ministro nazi da Propaganda, Joseph Goebbels e gerou uma onda de protestos no país.

O secretário de Estado da Cultura do Governo de Jair Bolsonaro será demitido por ter copiado um trecho de um discurso de Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, durante o anúncio do Prémio Nacional das Artes.

A demissão será tornada pública a qualquer momento pelo porta voz do Palácio do Planalto depois de fortes pressões políticas, sociais, culturais e artísticas nesse sentido ao longo das últimas horas no Brasil.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Roberto Alvim afirma que "a arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. (...) Ou então não será nada". Goebbels afirmara: "A arte alemã da próxima década será heroica (...) ou então não será nada". Como música de fundo para a sua intervenção, Alvim escolheu uma ópera de Richard Wagner, o compositor preferido de Hitler e do regime nazi.

Para o próprio Alvim, tratou-se apenas de "uma coincidência retórica". "Mas", admitiu, "a frase é perfeita"

Pelas redes sociais, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados e aliado de Bolsonaro na agenda económica, disse que o governo "devia afastar do cargo" o secretário de estado.

Até o filósofo autodidata Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro, da extrema direita brasileira e do próprio Alvim, escreveu que "é cedo para avaliar mas talvez Alvim não esteja muito bem da cabeça". As reações de incredulidade continuaram ao longo do dia.

Roberto Alvim, um dramaturgo cujo trabalho é muito elogiado por Bolsonaro, notabilizou-se por chamar, em setembro, a atriz Fernanda Montenegro de "sórdida" e de "mentirosa" por ela ter sugerido, através de um ensaio fotográfico, haver uma caça às bruxas no Brasil. E dois meses depois foi notícia pelas escolhas inusitadas para órgãos sob sua tutela.

Como, por exemplo, a do maestro Dante Mantovani que acredita que "o rock leva ao aborto e ao satanismo" e "os Beatles implantaram o comunismo", entre outras ideias, para a fundação nacional da arte.

Notícia atualizada às 16h05

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