Corbyn na corda bamba. Continuidade decidida após resultados oficiais

Líder trabalhista pode sair depois do partido ter sido derrotado de forma expressiva pelos Conservadores.

A posição de Corbyn à frente do partido Trabalhista pode estar por dias depois das sondagens reveladas ao início da noite desta terça-feira e que dão uma maioria absoluta a Boris Johnson.

John McDonell, braço-direto de Corbyn no Partido Trabalhista, foi o primeiro a reagir aos números para dizer à BBC que "se forem sequer parecidos com os das projeções, são desoladores".

"Vamos decidir se eu e Corbyn devemos sair depois de conhecidos os resultados oficiais", reconheceu nas primeiras declarações depois da divulgação das projeções.

"As projeções mostram que estas foram as eleições do Brexit", acrescentou antes de fazer notar que, ainda assim, não tem certezas de que o Brexit seja concretizado.

Barry Gardiner, secretário do Comércio Internacional e membro do Partido Trabalhista foi no mesmo sentido. As projeções são um "golpe devastador" e uma "previsão profundamente deprimente".

Questionado pela Sky News sobre se Corbyn deveria renunciar caso estes resultados se confirmem, Barry Gardiner reafirmou que estas questões serão discutidas nos próximos dias.

"Obviamente que estas coisas relacionadas com a liderança do partido serão discutidas ao longo dos próximos dias. É prematuro discuti-las agora", explicou o membro do Partido Trabalhista.

O partido Conservador venceu as eleições legislativas no Reino Unido com uma maioria absoluta de 368, segundo uma sondagem comum divulgada hoje pelas três estações televisivas britânicas BBC, ITV e Sky.

A sondagem à boca das urnas indicou que o partido Conservador terá 368 deputados, o partido Trabalhista 191, o Partido Nacionalista Escocês 55, os Liberais Democratas 13 e o Plaid Cymru (nacionalistas galeses) três e os Verdes um assento.

A confirmar-se, este é o melhor resultado dos Conservadores desde as eleições de 1987, conquistadas por Margaret Thatcher.

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