Coronavírus faz duas vítimas mortais no Irão

Informação foi confirmada à agência estatal iraniana IRNA por uma assessora do ministro da Saúde.

A agência estatal iraniana IRNA avançou esta quarta-feira que dois iranianos morreram devido ao novo coronavírus Covid-19, poucas horas depois das autoridades do Irão terem confirmado os primeiros dois casos de infeção naquele país.

A informação foi confirmada à IRNA por uma assessora do ministro da Saúde, identificada como Alireza Vahabzadeh, que precisou que as vítimas mortais, duas pessoas idosas, foram localizadas em Qom, cerca de 140 quilómetros a sul da capital do país, Teerão.

"Infelizmente, as duas pessoas morreram numa unidade de cuidados intensivos por causa da sua idade avançada e de um sistema imunitário fraco", escreveu a IRNA, citando outra fonte do ministério da Saúde iraniano, Kianouche Jahanpour.

A notícia destas mortes surge algumas horas depois das autoridades iranianas terem confirmado a existência de dois casos de infeção pelo coronavírus Covid-19, os primeiros registados naquele país. As agências internacionais indicam que são os mesmos doentes que acabaram por não resistir aos sintomas associados aos Covid-19, que pode provocar doenças respiratórias potencialmente graves como a pneumonia.

Em declarações à agência de notícias semioficial ISNA, Kiyanoush Jahanpour afirmou, esta quarta-feira de manhã, que "nos últimos dois dias, foram detetados alguns casos suspeitos do novo coronavírus". O novo coronavírus Covid-2019 foi detetado pela primeira vez no final do ano em Wuhan, na província de Hubei (centro da China).

Desde então, e a par do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, foram confirmados outros casos de infeção do novo coronavírus em cerca de 30 países e territórios. O número de infetados já superou as 75 mil pessoas a nível global, sendo a grande maioria no território chinês.

Só no território continental da China, o número de mortes já superou as duas mil (2.004), entre 74.185 casos de infeção confirmados, segundo os dados mais recentes fornecidos por Pequim. A OMS declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

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