Costa testemunha "brutalidade" de ataques contra civis e apela a punição dos responsáveis

António Costa visitou Iprin esta manhã e ficou chocado com a devastação da cidade. "Já não estamos a falar de uma guerra normal, estamos a falar de algo de algo absolutamente criminoso."

António Costa chegou este sábado de manhã a Kiev de comboio, pelas 09h00 locais (07h00 em Lisboa), para uma visita de um dia à Ucrânia, que inclui uma reunião com o Presidente da República ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O primeiro-ministro foi recebido na estação pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano e assinalou a chegada com uma mensagem na rede social Twiter em que expressa a sua solidariedade à Ucrânia "perante a bárbara agressão russa".

"Acabei de chegar a Kiev, respondendo ao convite feito pelo meu homólogo ucraniano. É com emoção e respeito que aqui venho, em sinal de solidariedade para com este País e este Povo, perante a bárbara agressão russa. Portugal apoia a Ucrânia", escreveu António Costa no Twitter numa mensagem em português e inglês acompanhada por uma foto da sua chegada no comboio.

O primeiro-ministro afirmou que está na Ucrânia para transmitir um sinal de apoio na luta deste país pelos seus direitos à soberania, integridade territorial e pela conquista da paz.

"Estou aqui para corresponder ao convite que me foi dirigido pelo meu colega primeiro-ministro da Ucrânia [Denys Shmygal e para podermos concretizar os apoios que temos negociado de forma bilateral", começou por referir o líder do executivo português.

No plano político, António Costa salientou que a sua visita representa um sinal de que Portugal "continua a apoiar a Ucrânia na luta muito dura que tem vindo a travar pelo seu direito à soberania, integridade territorial e pela conquista da paz".

Crimes de guerra "têm de ser punidos exemplarmente"

De visita a Irpin, "uma das zonas mais atingidas pela guerra", onde os ucranianos travaram a progressão russa até Kiev, o primeiro-ministro viu áreas residenciais destruídas e manifestou-se impressionado com relatos de atos do exército russo.

Uma secretária do Conselho Municipal de Irpin disse a António Costa que, dos 100 mil habitantes, apenas 25 mil regressaram à cidade. Destes, cinco mil nunca a abandonaram, apesar da elevada destruição de infraestruturas.

"É absolutamente devastador pela brutalidade do ataque. Ver carros que foram metralhados com pessoas lá dentro... é muito duro ver", lamenta António Costa.

"A guerra é sempre dramática, mas quando é entre militares é a regra do jogo. Quando é sobre civis, as suas habitações e viaturas quando estavam a fugir, já não estamos a falar de uma guerra normal, estamos a falar de algo de algo absolutamente criminoso que visa a pura destruição da vida das pessoas e do futuro de um país", condena António Costa.

"A guerra também tem regras e tem de obedecer à lei. Há valores de humanidade que têm de ser preservados e isto é inadmissível. Os responsáveis por estes crimes de guerra têm de ser levados à responsabilidade e punidos exemplarmente."

Terminada a visita a Iprin, os representantes da comitiva ucraniana agradeceram a António Costa o apoio de Portugal. O primeiro-ministro retribuiu, recordando a comunidade ucraniana "que muito tem ajudado ao desenvolvimento" de Portugal e promete que o país tudo fará "para apoiar a reconstrução da Ucrânia para que todos os que queiram possam regressar à sua pátria."

Durante a sua presença na capital ucraniana, no plano institucional, além da reunião com Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro português terá também um encontro com o seu homólogo, Denys Shmygal, de quem partiu o convite formal para que visitasse a Ucrânia.

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