Covid-19: Senegal declara estado de emergência e recolher obrigatório

Presidente afirmou que não pretende prejudicar a economia.

O presidente do Senegal, Macky Sall, decretou esta segunda-feira estado de emergência no país, que entrará em vigor a partir da meia-noite, e o recolher obrigatório entre as 20h00 e as 06h00.

Numa altura em que cresce o número de pessoas infetadas pelo novo coronavírus em várias regiões deste país do oeste africano, que faz fronteira com a Guiné-Bissau, o presidente afirmou também, em declarações ao canal de televisão estatal, que não pretende prejudicar a economia, motivo pelo qual alocou já uma ajuda financeira de sensivelmente 75 milhões de euros (50 mil milhões de francos CFA], aliada a medidas tributárias específicas.

"Digo-vos, com solenidade, que a hora é grave. A velocidade de propagação desta doença obriga-nos a ter um nível de resposta adequado, caso contrário corremos o risco de uma calamidade pública", disse.

Segundo Macky Sall, o governo e os serviços do Estado tomarão todas as disposições necessárias para aplicar imediatamente este decreto, sustentando que estas medidas poderão evoluir por força das circunstâncias.

Para além da verba destinada ao apoio à economia, o presidente do Senegal revelou também que irá disponibilizar cerca de 150 milhões de euros [100 mil milhões de francos CFA] para o combate à Covid-19.

O Senegal registou até ao momento 79 casos do novo coronavírus, tendo oito pessoas sido consideradas curadas. Até ao momento não houve qualquer morte na sequência desta doença no país.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 345 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15 100 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 6077 mortos em 63 927 casos. Segundo as autoridades italianas, 7024 dos infetados já estão curados.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com um total de 81 054 casos, tendo sido registados 3261 mortes.

Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2182 mortos em 33 089 infeções, o Irão, com 1812 mortes num total de 23 049 casos, a França, com 860 mortes (19 856 casos), e os Estados Unidos, com 390 mortes (31 057 casos).

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Outras Notícias

Patrocinado

Apoio de

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de