Crianças voltaram a jogar à bola nas ruas de Badajoz

Com Elvas à vista, Badajoz vai desconfinando. Os fins de tarde já são animados e, apesar das cautelas, parece que poucos querem continuar a ficar em casa.

É com o som do flamenco em fundo que as crianças voltam a brincar no passeio de São Francisco. Estamos em pleno centro de Badajoz, onde ao fim da tarde as ruas já vão parecendo outros tempos distantes da pandemia, à medida que o desconfinamento avança.

"Tivemos um período mau, há cerca de dois meses ou algo assim, mas agora estamos bem. Estamos melhor que Portugal", diz Carmen Noguês Rejas, que deixa o neto jogar à bola com mais três crianças, embora assuma estar sob chapéu das cautelas à espera que a vacina lhe chegue.

"Ainda não sabemos quando nos vão vacinar. Dizem que vão chegar não sei quantos milhões e tal, mas eu só acredito quando as tiver aqui. Como São Tomás, até que não vejo não creio."

E eis que as esplanadas da praça central começam a ficar bem compostas. Há mesas com oito pessoas. Nem todos usam máscara, porque estão a consumir.

Carlos Reyes admite que os tempos exigem prudência, mas sabe nem sempre é fácil ser cumpridor, porque as "as pessoas estão cansadas de estar em casa", sublinha, ressalvando estar atento ao evoluir dos acontecimentos na região da Extremadura espanhola. Caso a propagação de Covid-19 regresse à região tenciona voltar a fechar-se em casa. "Há que ter presente que quanto mais tempo estivermos em casa melhor. E separados", reitera.

Maria Carmona nem quer pensar em novo confinamento. Diz que a rua lhe faz muita falta e recorda os "dolorosos tempos" em que foi obrigada a ficar em casa. "Tenho que vir dar um passeio, porque a minha médica recomenda. Tenho diabetes e tensão alta e o passeio faz-me bem", justifica, admitindo que durante o confinamento chegou a entrar a "depressão".

Por detrás do balcão do bar José Luis Arce testemunha os sorrisos na cara dos espanhóis com a possibilidade de regressarem ao chamado novo normal. "As pessoas tinham muita vontade de sair e saíram com muita alegria, respeitando todas as normas", diz, revelando que não serve ao balcão, mas na esplanada o fim de tarde de sol convida a lotar os 70% da capacidade permitida pela lei em vigor.

Para os habituais clientes Arce guarda uma "zona mais privada" do bar, mediante marcação prévia, mas o público em geral também encontra muito espaço na esplanada. "As pessoas confiam nisso e começam a aparecer com mais frequência. Penso que estamos a ir no bom caminho", resume.

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