Crise no Afeganistão. Ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se sexta-feira

Reunião extraordinária destina-se a "manter uma estreita coordenação e discutir uma abordagem comum para o Afeganistão", após a tomada do poder dos taliban.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países da NATO vão realizar uma reunião através de videoconferência na sexta-feira para debater a situação no Afeganistão, anunciou esta quarta-feira o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg.

Esta reunião extraordinária destina-se a "manter uma estreita coordenação e discutir uma abordagem comum para o Afeganistão", após a tomada do poder dos taliban, disse o líder norueguês na rede social Twitter.

O agendamento deste encontro chega depois de uma primeira reunião entre embaixadores da NATO na terça-feira e enquanto os países ocidentais aceleram as operações de evacuação no aeroporto de Cabul em condições difíceis.

As forças da NATO foram surpreendidas pelo "colapso político e militar das últimas semanas, com uma rapidez que não foi antecipada", disse Stoltenberg aos jornalistas na terça-feira, apelando para que as "lições sejam aprendidas".

Os Estados Unidos e a NATO tinham começado a retirada dos seus 9500 soldados no Afeganistão no início de maio, incluindo 2500 militares norte-americanos, mas a Aliança está agora sob pressão face à rápida vitória dos taliban.

Armin Laschet, líder do partido conservador alemão, de Angela Merkel, e candidato à sua sucessão na chancelaria, criticou o "maior desastre da NATO desde a sua criação", em 1949.

No entanto, "foi o fracasso das autoridades afegãs que levou à tragédia que hoje assistimos", defendeu Stoltenberg. O secretário-geral da Aliança apelou também aos taliban para não interferirem nas operações de retirada dos cidadãos estrangeiros e afegãos colaboradores em curso.

De acordo com declarações de um funcionário da NATO feitas na terça-feira, cerca de 1000 funcionários afegãos e as suas famílias deverão ter sido retirados de Cabul.

A maioria deverá ser transportada para um país terceiro, onde receberá vistos para entrar num Estado-membro da Aliança Atlântica.

Cerca de 800 civis da NATO ficam para trás para desempenharam "funções cruciais" tais como o tráfego aéreo, gestão de combustível e comunicações.

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