Crises em Myanmar, Irão ou Etiópia nas discussões do G7 reunido em Liverpool

Este é o último encontro organizado sob a presidência britânica, que em janeiro entrega a liderança do clube dos países mais ricos à Alemanha.

A situação na Ucrânia, a crise em Myanmar (antiga Birmânia) ou o programa nuclear iraniano serão alguns dos temas centrais do encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 que decorre este fim de semana em Liverpool, Reino Unido.

O conflito na Etiópia e as estratégias conjuntas face à expansão da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 vão ser igualmente debatidos pelos chefes da diplomacia dos países mais ricos do mundo (Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Japão e Reino Unido, a par da representação da União Europeia), após serem recebidos pela chefe da diplomacia britânica e anfitriã do encontro, Liz Truss, que assumiu o cargo em setembro.

Em comunicado prévio, o Foreign Office (Ministério dos Negócios Estrangeiros) definiu o encontro como uma "manifestação de unidade contra os agressores globais" e indicou que Truss irá exortar os participantes a formarem uma "frente unida" contra o "comportamento maligno", incluindo a posição da Rússia face à Ucrânia, e pugnar pelo apoio económico e securitário na defesa das "fronteiras da liberdade" em todo o mundo.

Numa referência às conversações em curso sobre o programa nuclear iraniano, o Governo britânico espera que os dirigentes do G7 exortem o Irão a "terminar com a sua escalada nuclear" e aproveite esta "oportunidade" para regressar ao JCPOA (nome técnico do acordo nuclear).

Este encontro será o último organizado sob a presidência britânica, que em janeiro entrega a liderança do clube dos países mais ricos à Alemanha, que na passada quarta-feira empossou um novo Governo.

A situação no Afeganistão após a retirada das tropas ocidentais e a tensão nos Balcãs ocidentais também vão estar em cima da mesa na reunião de Liverpool.

Entre os objetivos para combater a pandemia do novo coronavírus, os chefes da diplomacia deverão sublinhar a necessidade de cumprir o compromisso de fornecer mil milhões de doses de vacinas anti-Covid, como ficou acordado no encontro dos líderes do G7 na cimeira de junho passado em Carbis Bay (sudoeste de Inglaterra).

Os investimentos em infraestruturas sustentáveis nos países em desenvolvimento serão outros dos pontos em análise.

No domingo, participam no encontro, através de videoconferência, representantes de países asiáticos, que vão debater os desafios globais da pandemia do coronavírus e a situação política e económica na região do Indo-Pacífico.

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