Crónica de um português em Wuhan: a reabertura das escolas na China

João Pedrosa decidiu ficar na cidade chinesa que foi o epicentro do novo coronavírus. Agora, escreve no site da TSF sobre o dia a dia em Wuhan.

Depois da melhoria acentuada e, sustentada, do numero de casos de infetados com o Covid-19, as autoridades chinesas entenderam que algumas províncias e regiões do país, já reuniam condições para proceder à abertura dos seus estabelecimentos de ensino.

A tarefa não é fácil, constituindo um grande desafio para o sistema educacional, pois trata-se de fazer regressar às salas de aula, após um prologando período de hibernação, dezenas de milhões de estudantes.

Os trabalhos de preparação para a reabertura das escolas tem vindo a ser realizados com o apoio dos governos locais e de diversos setores da sociedade.

De forma a garantir a proteção e a saúde duma tão vasta quantidade de estudantes, é necessário ter um colossal número de recursos, como por exemplo, autocarros personalizados, controladores de temperatura, máscaras e outros equipamentos de proteção individual.

A quota máxima de 30 alunos por turma, com assentos espaçados a garantir o afastamento entre os estudantes, obriga à criação de mais salas de aula e à adaptação das existentes.

Todos os espaços de ensino, incluindo refeitórios, dormitórios e outros, serão mandatoriamente desinfetados com regularidade.

Qualquer pessoa que entre e saia, será sujeita a um controlo rigoroso quanto ao seu estado epidemiológico. Temperaturas corporais serão medidas 3 vezes por dia.

Prevenção de epidemias, manutenção de serviços de saúde e como reagir e se comportar em casos de emergência são algumas das temáticas das primeira aulas.

No inicio desta semana mais de 10 províncias e regiões da China já reuniam condições para começarem o novo período escolar.

O mesmo acontecerá em breve nas outras províncias onde o risco de transmissão do vírus é reduzido.

Pequim e Xangai, que tem vindo a conhecer o maior número de casos importados, são consideradas zonas de risco e, até noticia em contrário, os seus alunos permanecem em casa com "e-learning".

Claro está que Wuhan vai ter que aguardar um pouco mais.

Mantenham-se seguros e saudáveis!

João Pedrosa em Wuhan (26 de março de 2020)

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de