Crónica de um português em Wuhan: o levantar do bloqueio!

João Pedrosa decidiu ficar na cidade chinesa que foi o epicentro do novo coronavírus. Agora, escreve no site da TSF sobre o dia a dia em Wuhan.

Wuhan procura voltar rapidamente à vida.

As suas indústrias são agora uma nova linha de frente, pois a longa paragem causou danos e os desafios a superar são muitos.

Desde do final da semana que bastantes empresas estão a retomar gradualmente as suas atividade.

A contenção do coronavírus ainda é primordial e a criação de condições de segurança e saúde nos locais de trabalho foram as primeiras atividades a serem executadas.

As restrições impostas aos transportes públicos fazem que muitos dos trabalhadores ainda não possam regressar mas as empresas, mesmo com menos pessoal, não puderam esperar e reiniciaram as suas actividades para repor a capacidades de produção.

Muitas delas e, com o apoio das autoridades locais, procederam ao aluguer de autocarros para assegurar o transporte dos seus colaboradores.

Já hoje, dia 25 de marco, as linhas de autocarro estão a recomeçar as suas carreiras e espera-se que muita da sua oferta seja reposta.

O mesmo está a acontecer com o transporte ferroviário na província de Hubei, exceto Wuhan.

A chegada de comboios aà cidade será permitida a partir do próximo dia 28 de março.

No entanto a saída de comboios, só é concedida para depois do dia 8 de abril.

Está previsto que o metropolitano possa abrir as portas das suas estações no próximo sábado.

Quanto ao transporte aéreo, não existe até ao momento qualquer noticia sobre o seu restabelecimento.

Todas os equipamentos e estacões tem vindo a ser sujeitas a limpezas completas de esterilização,

O acesso aos transportes públicos é restritivo. Todo aquele que queira viajar terá de exibir o seu código QR disponibilizado através duma aplicação no telemóvel, indicado o estado de saúde do utilizador.

Um sistema de cores "verde-amarelo-encarnado" está associado ao código, anunciando o seu estado de saúde.

O processo permitirá criar uma base de dados de rastreabilidade e ajudar na fácil identificação de todos aqueles que possam ter estado em contacto com alguém que venha a ser declarado infetado.

Este sistema não será exclusivo de Hubei, pois já está a ser usado no resto do pais.

Todos os estabelecimentos de ensino vão continuar encerrados, desconhecendo-se ainda quando voltarão a receber estudantes.

Há pressa em regressar à normalidade, no entanto isso não significa que se esteja a negligenciar os potenciais riscos. Muito pelo contrario, vigilância e proteção são palavras de ordem.

Mantenham-se seguros e saudáveis!

João Pedrosa, em Wuhan (25 de março de 2020)

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